Bento XVI chorou de "vergonha e pena"
Num encontro inesperado, em Malta, com vítimas de abusos sexuais por parte do clero, o chefe da Igreja Católica prometeu levar os pedófilos a tribunal e proteger os menores
Num encontro inesperado, em Malta, com vítimas de abusos sexuais por parte do clero, o chefe da Igreja Católica prometeu levar os pedófilos a tribunal e proteger os menores
O Papa Bento XVI fez ontem à tarde referências indirectas aos abusos sexuais de membros do clero, no início da sua viagem a Malta. A Igreja está "ferida pelos seus pecados", afirmou o Papa, 83 anos feitos sexta-feira e que completa cinco anos de eleição amanhã.
Em cinco anos de pontificado, cinco momentos significativos de Bento XVI.
Crise da pedofilia é o mais grave episódio num pontificado de várias polémicas, que obscurecem a faceta de teólogo de Joseph Ratzinger
A Igreja Católica atravessa a mais profunda crise do último século. Para encontrar algo de dimensão semelhante, devemos recuar até ao início do século XX, com o anti-modernismo do Papa Pio X. Ou antes, a 1870 e ao Concílio Vaticano I, com o dogma da infalibilidade papal, o cisma dos velho-católicos e o fim dos Estados Pontifícios. Há uma diferença: esta crise atinge um catolicismo universal, ao contrário do de há um século, quando ainda era uma realidade pouco mais que europeia.