Polémicas
Islão
O Papa Bento XVI recebeu líderes religiosos muçulmanos e embaixadores de países de maioria islâmica. O encontro serviu para reafirmar o seu empenhamento no diálogo inter-religioso e sublinhar a necessidade de cristãos e muçulmanos trabalharem em conjunto na recusa da violência.
Entrevista
Num contexto de alta sensibilidade no mundo muçulmano, uma reacção exacerbada era muito previsível, sustenta Maha Azzam, analista da Chatham House.
O discurso do Papa não foi lido com atenção e não se destina a ofender os muçulmanos. Com mil cuidados na linguagem, para não agravar mais o clima de tensão que cresceu nos dois últimos dias, o director da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, emitiu um comunicado em que contesta a leitura feita da intervenção de Bento XVI.
Protestos no Cairo. Avisos para que esqueça a visita à Turquia. Uma granada lançada contra uma igreja em Gaza. Forças de segurança de guarda a igrejas no Paquistão. Numa sexta-feira de orações e discursos, houve um coro de críticas às declarações do Papa sobre a guerra santa.
Análise
Para restabelecer as pontes com o mundo islâmico e desfazer a tempestade lançada pelo discurso de 12 de Setembro, Bento XVI escolheu falar, não com chefes religiosos, mas com os embaixadores dos países muçulmanos - a presença da delegação islâmica italiana foi simbólica. O Papa dirigiu-se ao islão através dos Estados. Não é uma escolha inocente.
Polémicas de 2009
De repente, a liderança da Igreja Católica aparenta fragilidade, entre decisões solitárias do Papa e maus conselhos que ele andará a receber.
Auschwitz
Referência a um “um grupo de criminosos” como responsáveis do Holocausto, ilude responsabilidade do povo alemão, dizem líderes judaicos.
Judeus comentam com entusiasmo visita de Bento XVI, mas alguns lamentam atribuição do Holocausto apenas a um “bando de criminosos”.
Pedofilia
Papa manifesta vergonha, assume responsabilidade e quer caminhos de cura.
