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24 Abril 2024 - 19h38
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1 3 2 1... Jazz!
José Duarte
25 Maio
2 Louis Armstrong
Hugo Alves
2 Junho
3 Piano
Bernardo Sasseti
9 Junho
4 Flauta
Paulo Curado
16 Junho
5 Eric Dolphy
Hernâni Faustino
23 Junho
6 Voz Masculina
Kiko
30 Junho
7 Trompete
Laurent Filipe
7 Julho
8 ‘Dizzy’ Gillespie
Hugo Alves
14 Julho
9 Contrabaixo
Nelson Cascais
21 Julho
10 Sax Alto
Jorge Reis
28 Julho
11 ‘Duke’ Ellington
Pedro Guedes
4 Agosto
12 Trombone Claus
Nymark
11 Agosto
13 Guitarra
Mário Delgado
18 Agosto
14 Miles Davis
João Moreira
25 Agosto
15 Blues
Silas Oliveira
1 Setembro
16 Sax Soprano
Paulo Curado
8 Setembro
17 Ornette Coleman
Pedro Moreira
15 Setembro
18 Voz Feminina
Fátima Serro
22 Setembro
19 Big Band
Jorge Costa Pinto
29 Setembro
20 Charlie Parker
José Luís Rego
6 Outubro
21 Composição
António Pinho Vargas
13 Outubro
22 Sax Barítono
Rodrigo Amado
20 Outubro
23 Thelonious Monk
Mário Laginha
27 Outubro
24 Clarinete
Paulo Gaspar
3 Novembro
25 Arranjo
Jorge Costa Pinto
10 Novembro
26 John Coltrane
Mário Santos
17 Novembro
27 Sax Tenor
Carlos Martins
24 Novembro
28 Solo
Bernardo Moreira
1 Dezembro
29 Albert Ayler
Pedro Costa
8 Dezembro
30 Bateria Bruno Pedroso
15 Dezembro
31 Jazz Português Sérgio Gonçalves
22 Dezembro

 

Na colecção Let’s Jazz em Público, é a vez do saxofonista, flautista e clarinetista Eric Dolphy. É o quinto de 31 livros com oferta de CD, sob a direcção de José Duarte, onde a história do jazz é percorrida através de alguns dos seus nomes essenciais, mas também do papel dos instrumentos ou das vozes que o marcaram.

Um excerto:
“A obra de Eric Dolphy continua a ser fundamental para uma melhor percepção da chamada corrente dominante do jazz com a estética do free. Apesar do seu estilo ter sido criticado como anti-jazz, a modernidade da sua obra é ímpar e indiscutível. A inovação que Dolphy introduziu no jazz é tão importante como as de Charlie Parker ou John Coltrane. O lirismo da sua flauta contrastava com o radicalismo do clarinete baixo, o seu discurso no saxofone alto era impetuoso, as suas composições dissonantes e bizarras foram fundamentais para o desenvolvimento do jazz até aos dias de hoje.”

O CD, que acompanha o livro, tem os seguintes temas:
God Bless The Child, Red Planet, Hat And Beard, Out To Lunch, Epistrophy, You Don’t Know What Love Is
.


Eric Dolphy mantinha uma hiperactividade musical sem limites.

HERNÂNI FAUSTINO EXCERTOS DO TEXTO INCLUÍDO
NO VOLUME 5

Passava grande parte da sua vida nos estúdios de gravação, onde participou em muitas sessões lideradas pelos músicos: Max Roach, Abbey Lincoln, Ted Curson, Ron Carter, Mal Waldron, Pony Poindexter, Benny Golson, Gary McFarland, Orchestra U.S.A., Freddie Hubbard, Teddy Charles, Andrew Hill, Gil Evans, Ken McIntyre e John Coltrane.

É no seu apartamento de Brooklyn que Dolphy começa a tocar e a partilhar ideias com o seu amigo John Coltrane, que o convida para trabalhar na sua primeira gravação para a então recémcriada editora Impulse, tendo a seu cargo a orquestração e a direcção da orquestra. O resultado conseguido não tem paralelo na discografia de Coltrane, Africa/ Brass Sessions apresenta o célebre quarteto mais 14 músicos, e transmite a experiência única de sentir o modalismo livre do quarteto, invadido por subtis arranjos orquestrais. Depois desta experiência, Coltrane decide convidar o multi-instrumentista para a gravação de Olé Coltrane, que, em certa medida, segue os passos musicais já experimentados em Africa/Brass Sessions, mas desta feita sem orquestra. Dolphy passa a integrar o grupo liderado por Coltrane, a colaboração entre ambos tem o seu ponto alto nas gravações feitas em 1961 no mítico Village Vanguard em Nova Iorque.

Apesar das frequentes colaborações, Dolphy continuava a gravar como líder. Para a história ficam as gravações feitas no Five Spot, editadas em dois volumes. A banda de Dolphy tinha alguns dos músicos mais criativos da altura, o trompetista Booker Little, o pianista Mal Waldron, o contrabaixista Richard Davis e o baterista Ed Blackwell arquitectaram a transição para o futuro do jazz sem esquecer a tradição. Como exemplo figuram as composições Aggression e Bee Vamp, com Little em verdadeiro estado de graça. (…)

A preocupação melódica, o fraseado e a estrutura interna dos solos são uma constante em Dolphy, isto sem descurar a complexidade criativa das suas composições. É durante este processo criativo que nasce a obraprima Out To Lunch, inteiramente preenchida com composições soberbas e originais, tocadas de forma espontânea e livre pelo trompetista Freddie Hubbard, o vibrafonista Bobby Hutcherson, o contrabaixista Richard Davis e o baterista Tony Williams. Se a perfeição existe, ela está patente em Out To Lunch, obra inquietante, arriscada e demasiado inovadora para a época. (…)

A obra de Eric Dolphy continua a ser fundamental para uma melhor percepção da chamada corrente dominante do jazz com a estética do free. Apesar de o seu estilo ter sido criticado como antijazz, a modernidade da sua obra é ímpar e indiscutível. A inovação que Dolphy introduziu no jazz é tão importante como as de Charlie Parker ou John Coltrane. O lirismo da sua flauta contrastava com o radicalismo do clarinete baixo, o seu discurso no saxofone alto era impetuoso, as suas composições dissonantes e bizarras foram fundamentais para o desenvolvimento do jazz até aos dias de hoje.

 

FAIXAS DO CD OFERECIDO COM O QUINTO VOLUME
01 > God bless the child
02 > Red planet
03 > Hat and beard
04 > Out to lunch
05 > Epistrophy
06 > You don’t know what love is

   


José Duarte dispensa apresentações. Ainda assim, arriscamos a difícil tarefa de compilar aqui o essencial de uma vida inteira, ainda e sempre incompleta, ainda e sempre dedicada ao jazz e à música.

 


História do Jazz
Nascido do blues, das work songs dos trabalhadores negros norte-americanos, do negro spiritual protestante e do ragtime, o jazz passou por uma extraordinária sucessão de transformações no século XX. É notável como essa música se modificou tão profundamente durante um período de apenas um século.

 

Elementos do Jazz
Muito já se escreveu sobre a dificuldade de se definir o jazz. Uma corrente de pensamento afirma que o jazz não é o que se toca, mas sim como se toca. De qualquer modo, pode-se afirmar com certa confiança que dois elementos são absolutamente necessários numa performance de jazz: o swing e a improvisação.

 

História do Jazz Dance
O Jazz é uma forma de expressão pessoal criada e sustentada pelo improviso. Na sua origem a Dança Jazz tem raízes essencialmente populares. Com uma evolução inicial paralela à da música Jazz, surgiu nos E.U.A no final do século passado. Pode-se afirmar, inclusive,  que nasceu diretamente da cultura negra .