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Não combater as alterações climáticas pode custar à UE 65 mil milhões de euros por ano

PÚBLICO, 25 de Novembro de 2009

Praia na costa do Báltico alemã: a Europa central, até à Polónia, é a que terá menores impactos e onde o turismo pode beneficar
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Jornalistas acompanham o discurso do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esta manhã na conferência de Copenhaga. Os líderes mundiais tentam romper o impasse, a escassas horas do encerramento do encontro. Foto: Ints Kalnins/Reuters

Vários países já disseram o que estão dispostos a fazer para combater as alterações climáticas
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Se o aquecimento do planeta não for travado, a União Europeia pode perder até 65 mil milhões de euros por ano, em riqueza que ficará por produzir. O maior impacto vai sentir-se no Sul, incluindo em Portugal, diz um estudo do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia.

“Se hoje tivéssemos o clima previsto para 2080, a UE enfrentaria uma diminuição anual de 20 a 65 mil milhões de euros do Produto Interno Bruto”, avisa o relatório ontem publicado.

Os investigadores tiveram em conta quatro áreas: agricultura, inundações, mudanças nas zonas costeiras com transferências de populações e turismo. Em todas se vai perder dinheiro, mas no turismo o impacto será quase neutro.

Mas mesmo no turismo, Portugal, Espanha, Itália, Grécia e Bulgária arriscam mais perdas. A Europa Central, até à Polónia, é que terá menor impacto. Aumentarão as inundações, mas os países beneficiarão do crescimento do turismo. E quanto mais se avançar para Norte, menores serão as consequências negativas: “Dinamarca, Suécia, Finlândia, Estónia, Letónia e Lituânia serão os únicos países a ganhar em todos os cenários”. Acima de tudo, devido a ganhos na agricultura, mas também no turismo.

Mas nada disto deverá deixar ninguém contente, alertam os autores: para o conjunto da UE, o custo global poderá ser bem superior aos números deste estudo, que não contou com impactos não económicos, como a biodiversidade ou catástrofes naturais.

Em todo o globo, nenhuma zona vai sofrer mais na agricultura do que os países árabes, disseram ontem responsáveis da ONU e da Liga Árabe. “Esta região já sofre pobreza, aridez generalizada e falta de água”, disse Silma Bahous, secretária para o Desenvolvimento Social da Liga.

Hoje, são já 15 por cento as pessoas nos países árabes sem acesso a água potável. E com as alterações climáticas, a produção de alimentos pode diminuir para metade na região.




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