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Ministra do Ambiente diz que UE está pronta para fechar acordo político "com metas"

Lusa, 23 de Novembro de 2009

"A UE vai ter posição liderante e ambiciosa", disse Dulce Pássaro
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Jornalistas acompanham o discurso do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esta manhã na conferência de Copenhaga. Os líderes mundiais tentam romper o impasse, a escassas horas do encerramento do encontro. Foto: Ints Kalnins/Reuters

Vários países já disseram o que estão dispostos a fazer para combater as alterações climáticas
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A ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, disse hoje em Bruxelas que a União Europeia (UE) está preparada para fechar um acordo político "com metas" na cimeira de Copenhaga sobre alterações climáticas, em Dezembro.

"A UE está preparada para fechar um acordo político com metas" de redução de emissões de gases com efeito de estufa, disse a ministra. Dulce Pássaro, que falava no final de um conselho extraordinário de ministros do Ambiente dos 27, sublinhou que, em poucos meses, o acordo político passará "a um acordo juridicamente vinculativo".

"A UE vai ter posição liderante e ambiciosa", considerou.

Em relação à possibilidade de um compromisso da China e dos EUA com a redução das emissões, que representam metade das emissões de gases com efeito de estufa, Dulce Pássaro considerou haver "uma grande expectativa".

Já o ministro sueco do Ambiente, Andreas Calaren, que presidiu à reunião, revelou, em conferência de imprensa, que a posição negocial da UE "está próxima dos 30 por cento". A UE assumiu o compromisso de reduzir as emissões de dióxido de carbono em 20 por cento até 2020, em relação ao ano de referência de 1990.

Se os países desenvolvidos se asociarem com compromisos ao mesmo nível e os em desenvolvimento se manifestarem dispostos a fazer a sua parte, os 27 sobem a fasquia para uma redução de 30 por cento.

Já quanto a Portugal, o país tem condições para assumir a sua parte do esforço europeu de redução de emissão de gases com efeito de estufa, disse a ministra do Ambiente, sem adiantar valores. "A fatia que nos calhará, nós temos condições de a assumir", disse, sublinhando que "foram feitas as contas".

"Não temos números rigorosos, mas temos a noção de como é que poderemos acomodar essa nossa participação", referiu, no final de uma reunião com os seus homólogos dos 27.

Pela sua parte, o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, disse que a repartição do esforço de redução de emissões de gases com efeito de estufa "está inteiramente ao nosso alcance". "Seja por critérios de produto interno bruto ou de emissões, nós não somos dos países nem com maior riqueza nem com maiores emissões", disse.

Na dúvida está ainda a participação do primeiro-ministro, José Sócrates, na conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas, em Copenhaga. Dulce Pássaro disse que o ministro do Ambiente sueco, que presidiu ao Conselho de Ministros, pediu aos seus homólogos que "se envolvam na sensibilização" dos respectivos líderes para participarem na conferência. "Não sou eu que controlo a agenda do primeiro-ministro", acrescentou.

A conferência de Copenhaga, que decorre de 07 a 18 de Dezembro, visa concluir um acordo que deve entrar em vigor antes de expirar a primeira fase do Protocolo de Quioto, em Janeiro de 2013, para travar de forma vinculativa as emissões de dióxido de carbono.




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