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Desflorestação da Amazónia cai para menor nível desde 1988

Ricardo Garcia, 13 de Novembro de 2009

Este ano foram abatidos sete mil quilómetros quadrados de floresta
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Jornalistas acompanham o discurso do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esta manhã na conferência de Copenhaga. Os líderes mundiais tentam romper o impasse, a escassas horas do encerramento do encontro. Foto: Ints Kalnins/Reuters

Vários países já disseram o que estão dispostos a fazer para combater as alterações climáticas
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A desflorestação da Amazónia caiu no último ano para o nível mais baixo desde 1988. Entre Julho de 2008 e Agosto de 2009, foram derrubados 7008 quilómetros quadrados de floresta, menos 45 por cento do que na estação anterior, segundo dados divulgados anteontem pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O pico máximo da desflorestação ocorreu em 1994/95, quando se perderam 29 mil quilómetros quadrados de floresta – o equivalente a quase um terço da área de Portugal. Outro pico teve lugar em 2003/2004, com 27 mil hectares. Desde então, o valor tem vindo a cair, salvo uma ligeira subida em 2007/2008.

Os resultados deste ano ainda são preliminares e têm uma margem de erro de dez por cento. “Estes números são bastante confiáveis e, quando há revisão, ficam dentro da margem de erro”, disse o director do Inpe, Gilberto Câmara, num evento de apresenção dos dados, citado pela edição online do jornal O Estado de São Paulo.

O Presidente Lula da Silva, outros membros do Governo e ministros dos estados da Amazónia assistiram ao evento. “Estamos a limpar a casa”, disse a chefe de gabinete de Lula, Dilma Rousseff, provável candidata presidencial nas próximas eleições, em 2010. Lula da Silva disse que os resultados deste anos foram “extraordinários”.

O Governo acredita que as políticas para conter a desflorestação estão a dar certo. Mas ambientalistas contestam, argumentando que um dos principais factores é a queda do preço dos produtos alimentares, aliviando a pressão por mais áreas agrícolas.

O Brasil anunciou esta semana que quer cortar em 40 por cento as suas emissões de gases com efeito de estufa até 2020 e que metade deste esforço pode ser atingido pela contenção da desflorestação. “Hoje, estamos conscientes de que a questão climática é a mais séria que estamos a enfrentar”, disse Lula da Silva, citado pela agência Reuters.






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