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Um comboio de Quioto a Copenhaga para ajudar a “fechar o acordo”

Carlos Cipriano, 4 de Novembro de 2009

Durante a viagem, especialistas vão chamar a atenção para os efeitos das alterações climáticas na paisagem
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Jornalistas acompanham o discurso do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esta manhã na conferência de Copenhaga. Os líderes mundiais tentam romper o impasse, a escassas horas do encerramento do encontro. Foto: Ints Kalnins/Reuters

Vários países já disseram o que estão dispostos a fazer para combater as alterações climáticas
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Explicar que o mundo fica a ganhar se se transferir tráfego da rodovia e da aviação para o caminho-de-ferro é a mensagem do comboio que vai ligar Quioto a Copenhaga, numa viagem de 9000 quilómetros, sempre em linhas electrificadas, pelo percurso do Transiberiano, via Vladivostok, Moscovo, Poznan, Berlim e Bruxelas.

Durante a viagem, um grupo de especialistas irá chamar a atenção – em particular durante a travessia da Sibéria – para os efeitos visíveis na paisagem das alterações climáticas e do aumento da temperatura do planeta. Testemunhos que, garantem, serão visíveis a olho nu.

A iniciativa é da União Internacional dos Caminhos-de-Ferro (UIC), em parceria com o Programa das Nações para o Ambiente (PNUE) e WWF, que pretendem evidenciar que os transportes são uma parte da solução na luta contra o aquecimento global.

Por isso, o comboio vindo de Quioto (onde decorreu a última cimeira mundial do ambiente) vai encontrar-se em Bruxelas, a 5 de Dezembro, com o Climate Express, uma outra composição que transportará os congressistas para Copenhaga, numa viagem que, segundo a UIC, será “inteiramente livre de CO2”.

O Expresso do Clima conta já com 400 participantes inscritos, entre ambientalistas, políticos, homens de negócios e jornalistas, que terão a oportunidade, a bordo, de participar numa conferência que durará 12 horas e onde poderão trocar ideias e discutir em grupos de trabalho aquilo que os organizadores consideram como a “mobilidade sustentável”. Mais uma vez, a tónica será a defesa da ferrovia à escala mundial para combater o aquecimento do planeta, sublinhando-se ainda as particularidades de um modo de transporte reconhecidamente económico, rápido e seguro.

Designado “fechemos o acordo”, este projecto conta com a participação dos operadores ferroviários do mundo inteiro, de acordo com a UIC, que chama a atenção para o facto de o sector dos transportes ser responsável por um quinto das emissões de CO2 no planeta. As previsões apontam para que estas emissões dupliquem nos próximos 40 anos.

Questionada pelo PÚBLICO sobre a forma como a CP está envolvida neste projecto, fonte oficial da empresa disse que esta “tem conhecimento das iniciativas e está em articulação com a UIC, a equacionar as formas de participação e divulgação de Portugal nas mesmas”.




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