Até 2020, o Japão pretende cortar em 25 por cento as emissões de gás com efeito de estufa, a partir dos níveis de 1990. O objectivo foi definido pelo primeiro-ministro eleito, Yukio Hatoyama, e é bastante mais ambicioso que o do seu antecessor.
A proposta de Hatoyama vem acompanhada de uma condição: as principais economias mundiais terão de participar no esforço de redução dos níveis de poluição, adianta a Reuters.
“Como objectivo a médio-prazo, pretendemos até 2020 reduzir 25 por cento a partir dos níveis de 1990, com base nos padrões exigidos cientificamente para deter o aquecimento global”, afirmou o futuro primeiro-ministro, numa conferência em Tóquio sobre alterações climáticas. O seu antecessor, Taro Aso, tinha estipulado uma meta de oito por cento de reduções.
O Japão – a segunda maior economia do mundo, e o quinto maior emissor de gases com efeito de estufa – ficou sob pressão para combater mais fortemente as alterações climáticas depois de em Março de 2008 as emissões terem subido uns inéditos 2,3 por cento, colocando o país 16 pontos acima dos objectivos estabelecidos pelo protocolo de Quioto, em 1997.
Para o Partido Democrata, que venceu por esmagadora maioria as eleições legislativas de dia 30 de Agosto, este objectivo é necessário para dar ao Japão um papel mais importante nas conversações de Copenhaga, apoiadas pelas Nações Unidas. O encontro, que terá lugar em Dezembro, deverá terminar com um novo acordo sobre a redução das emissões para substituir o protocolo de Quioto. A maioria dos países industrializados aponta para um corte até 2020 de entre 10 e 14 por cento abaixo dos níveis de 1990.
A indústria japonesa já começou a levantar objecções à meta de Hatoyama, que tomará posse no dia 16 deste mês. O maior grupo empresarial japonês, o Keidanren, deverá fazer
lobby contra a decisão, que também deixou preocupada a indústria automóvel.
O PDJ pretende criar um mercado de emissões internas, com limites e apoios às energia renováveis, e também com mais impostos ao carbono.
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