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China e Estados Unidos poderão assinar acordo climático em Novembro

PÚBLICO, 5 de Setembro de 2009

Barack Obama visita Pequim em Novembro
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Jornalistas acompanham o discurso do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esta manhã na conferência de Copenhaga. Os líderes mundiais tentam romper o impasse, a escassas horas do encerramento do encontro. Foto: Ints Kalnins/Reuters

Vários países já disseram o que estão dispostos a fazer para combater as alterações climáticas
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Os dois países que emitem mais dióxido de carbono (CO2) no mundo, China e Estados Unidos, deverão assinar um acordo para combater as alterações climáticas durante uma visita de Barack Obama a Pequim, em Novembro, avançou ontem a senadora de Washington, Maria Cantwell.

Cantwell está em Pequim para debater as energias “limpas” com as autoridades chinesas. Segundo o site China Daily, a senadora disse que um acordo entre Washington e Pequim ajudaria a construir a confiança global na luta contra as alterações climáticas.

Em conferência de imprensa, Cantwell salientou que ambos os países estão já a cooperar no desenvolvimento de novas tecnologias como a captura e armazenamento de carbono e sistemas de distribuição de energia mais eficientes. Em Novembro, esta cooperação poderá, então, ser alargada. No entanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês não confirmou as declarações de Cantwell.

Um mês depois da visita de Obama a Pequim, os líderes mundiais vão reunir-se em Copenhaga, na conferência da ONU de onde deverá sair o sucessor do Protocolo de Quioto, que expira em 2012. Actualmente, Washington tenta convencer Pequim a aceitar um conjunto de metas de redução de emissões de gases com efeito de estufa (GEE).

Ontem, o vice-Presidente norte-americano Joe Biden anunciou uma ajuda de 535 milhões de dólares (375 milhões de euros) para a fábrica da Solyndra que produz painéis solares. Segundo o site da Casa Branca, esta quantia vai financiar a construção da primeira fase da nova unidade da empresa.

Nesta primeira fase, a produção anual de painéis solares para instalar em telhados deverá fornecer energia suficiente para abastecer 24 mil casas. O total do projecto prevê fazê-lo para meio milhão de casas.




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