Os dois países que emitem mais dióxido de carbono (CO2) no mundo, China e Estados Unidos, deverão assinar um acordo para combater as alterações climáticas durante uma visita de Barack Obama a Pequim, em Novembro, avançou ontem a senadora de Washington, Maria Cantwell.
Cantwell está em Pequim para debater as energias “limpas” com as autoridades chinesas. Segundo o site China Daily, a senadora disse que um acordo entre Washington e Pequim ajudaria a construir a confiança global na luta contra as alterações climáticas.
Em conferência de imprensa, Cantwell salientou que ambos os países estão já a cooperar no desenvolvimento de novas tecnologias como a captura e armazenamento de carbono e sistemas de distribuição de energia mais eficientes. Em Novembro, esta cooperação poderá, então, ser alargada. No entanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês não confirmou as declarações de Cantwell.
Um mês depois da visita de Obama a Pequim, os líderes mundiais vão reunir-se em Copenhaga, na conferência da ONU de onde deverá sair o sucessor do Protocolo de Quioto, que expira em 2012. Actualmente, Washington tenta convencer Pequim a aceitar um conjunto de metas de redução de emissões de gases com efeito de estufa (GEE).
Ontem, o vice-Presidente norte-americano Joe Biden anunciou uma ajuda de 535 milhões de dólares (375 milhões de euros) para a fábrica da Solyndra que produz painéis solares. Segundo o site da Casa Branca, esta quantia vai financiar a construção da primeira fase da nova unidade da empresa.
Nesta primeira fase, a produção anual de painéis solares para instalar em telhados deverá fornecer energia suficiente para abastecer 24 mil casas. O total do projecto prevê fazê-lo para meio milhão de casas.
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