• 29 de Mar de 2026
  • 10º - 13º Lisboa
Público Online Público Online copenhaga homepage

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Gronelândia: ministros defendem redução de 80 por cento das emissões até 2050

Helena Geraldes, 6 de Julho de 2009

A comunidade internacional tem até Dezembro para encontrar um novo plano de acção que substitua Quioto
Envie a um amigo Imprimir Diminuir tamanho do texto Aumentar tamanho do texto
Bookmark and Share
Jornalistas acompanham o discurso do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esta manhã na conferência de Copenhaga. Os líderes mundiais tentam romper o impasse, a escassas horas do encerramento do encontro. Foto: Ints Kalnins/Reuters

Vários países já disseram o que estão dispostos a fazer para combater as alterações climáticas
Publicidade textual

 

Até 2050, os países desenvolvidos devem reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) em, pelo menos, 80 por cento, a níveis de 1990, defenderam os ministros e representantes das delegações de 29 países que estiveram reunidos em Ilulissat, Gronelândia, de 30 de Junho a 3 de Julho, para acelerar e intensificar as negociações climáticas.

A comunidade internacional tem até Dezembro para encontrar um novo plano de acção climático global que substitua o Protocolo de Quioto, que expira em 2012. Mas ainda são várias as vozes dissonantes, nomeadamente quanto à aceitação de que a temperatura do planeta não deverá aumentar mais do que 2ºC acima da era pré-industrial. A União Europeia defende este limiar mas os Estados Unidos não estão de acordo.

No Diálogo Ministerial sobre Alterações Climáticas, que aconteceu em Ilulissat, os ministros aceitaram a fronteira dos 2ºC. “Pela primeira vez sentimos que há consenso entre os países participantes sobre as temperaturas globais não subirem mais do que 2ºC acima dos níveis pré-industriais”, comentou Connie Hedegaard, ministra dinamarquesa do Clima e Energia e cujo país será o anfitrião da conferência de Copenhaga, em Dezembro.

Estes 2ºC significam que a concentração de dióxido de carbono equivalente na atmosfera se deve manter nas 450 ppm (partes por milhão). Para os ministros reunidos em Ilulissat, os países desenvolvidos devem reduzir as emissões em, pelo menos, 80 por cento abaixo de 1990, até 2050. Para tal será preciso aprovar metas a médio prazo (2020), algo que não parece ser ainda muito pacífico.

A má notícia é que as “propostas de redução apresentadas pelos países desenvolvidos ainda não demonstram a necessária liderança e não são adequadas às exigências da ciência”, declararam os participantes no encontro informal.

Apesar de um número cada vez maior de países em desenvolvimento estarem a adoptar planos de acção nacionais de mitigação (chamados NAMA, national appropriate mitigation actions), estes devem fazer mais, nomeadamente “identificar o nível de ambição que estão dispostos a levar a Copenhaga”.

O sucesso da conferência da ONU está dependente ainda da criação de novos mecanismos de financiamento que, após 2012, “garantam a disponibilidade dos recursos a longo prazo e de forma ininterrupta”.

O Diálogo da Gronelândia declarou que a adaptação, que tem sido negligenciada em detrimento da mitigação, deve ter um papel proeminente no novo tratado. “Os impactos das alterações climáticas vão agravar as disparidades existentes entre ricos e pobres”, lembraram os ministros.

Mais do que intenções, o mundo precisa de compromissos. A próxima oportunidade que os líderes mundiais terão para provar que falam a sério é a cimeira do G8, a realizar dentro de dois dias em L’Aquila, Itália. “Os líderes devem aproveitar esta oportunidade para avançar nos desafios cruciais na direcção de um acordo em Copenhaga”. O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, deverá insistir no limiar dos 2ºC e na redução de, pelo menos, 50 por cento das emissões até 2050. Os países desenvolvidos “terão de estar dispostos a reduzirem as suas emissões em, pelo menos, 80 por cento durante o mesmo período”, informa hoje uma nota da Comissão Europeia.

A ronda negocial continua com um encontro de alto nível da ONU a 22 de Setembro em Nova Iorque.

Diálogo de Gronelândia são encontros anuais sobre clima realizados por iniciativa da Dinamarca desde 2005. O de Ilulissat foi o quinto.




Limite de 1200 caracteres

Anónimo

Botão enviar comentário
Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados. Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.

 

MAIS NOTÍCIAS