A Alemanha é o país que mais faz pela luta contra o aquecimento global no G8, grupo que continua a ter uma prestação insuficiente para proteger o planeta das alterações climáticas, revela hoje o ranking anual feito para a organização WWF e seguradora Allianz.
A seguir à Alemanha surgem o Reino Unido e a França. A Itália e o Japão posicionam-se num nível médio. O Canadá, Estados Unidos e Rússia ocupam os últimos lugares, ainda que os Estados Unidos tenham subido uma posição.
O ranking G8 Climate Scorecards foi elaborado pela Ecofys, consultora para as energias renováveis e eficiência energética, para a WWF e Allianz e mostra que país está a liderar a protecção do clima e que medidas estão os países a tomar.
Este exercício “pretende estimular as negociações na cimeira do G8 no início de Julho em Itália, definindo o caminho até Copenhaga”, explica a Ecofys.
De acordo com o relatório, a Alemanha, Reino Unido e França já alcançaram as suas metas de Quioto. Mas a sua prestação a longo prazo “não é adequada com o objectivo de limitar o aumento da temperatura global aos 2ºC”.
As iniciativas climáticas até agora planeadas ou anunciadas pela administração Obama “ajudaram os Estados Unidos a subir um nível, passando do último lugar para o sétimo”.
O Canadá e a Rússia estão no final da lista ou porque não têm política ou não a implementam.
Apenas a cinco meses da conferência de Copenhaga, de onde deverá sair o sucessor do Protocolo de Quioto, esta lista mostra que, “apesar de terem sido feitos alguns esforços, a acção continua a ser insuficiente para colocar o mundo no caminho de uma economia de baixo carbono”, escreve a WWF em comunicado.
“Não haverá dinheiro nenhum no mundo capaz de salvar o planeta quando as alterações climáticas ultrapassarem a fronteira do perigo”, comentaram o director da WWF, James Leape, e Joachim Faber, da Allianz, no prefácio do ranking. Estes consideram crucial “limitar o aumento da temperatura global aos 2º C, comparados aos níveis anteriores à Revolução Industrial”.
Esta análise mede a prestação dos países em áreas como as emissões de gases com efeito de estufa desde 1990, o distanciamento em relação às suas metas de Quioto, o peso das energias renováveis no seu perfil energético e a eficácia das suas políticas climáticas.
Um dos principais problemas é a falta de um líder claro entre os países do G8.
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