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Primeiro esboço do sucessor de Quioto criticado por ricos e pobres

Reuters, 1 de Junho de 2009

Será discutida a ajuda dos países ricos aos países pobres
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Jornalistas acompanham o discurso do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esta manhã na conferência de Copenhaga. Os líderes mundiais tentam romper o impasse, a escassas horas do encerramento do encontro. Foto: Ints Kalnins/Reuters

Vários países já disseram o que estão dispostos a fazer para combater as alterações climáticas
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Países ricos e pobres estão de acordo e criticam o primeiro esboço do sucessor do Protocolo de Quioto sobre alterações climáticas, mas aceitam-no como um ponto de partida para seis meses de árduas negociações. Hoje começou em Bona uma reunião preparatória da conferência de Copenhaga, em Dezembro. Pela primeira vez serão discutidos documentos formais e não apenas ideias.

“Estamos um pouco desanimados com a forma como está estruturado”, comentou Jonathan Pershing, chefe da delegação norte-americana à reunião de Bona, de 1 a 12 de Junho, onde participam representantes de 180 países.

“Este texto deveria estar mais equilibrado”, comentou Ibrahim Mirghani Ibrahim do Sudão, falando em nome dos países em desenvolvimento. China e Índia incluídos.

Mesmo assim, Ibrahim lembrou que “esta sessão marca um ponto de viragem” porque, pela primeira vez, estão em cima da mesa textos formais, contendo as ideias para um novo tratado climático das Nações Unidas. Quioto expira já em 2012.

Delegados da União Europeia consideram que o texto foi aceite enquanto a base para as negociações dos próximos meses. “O facto de estar a ser criticado por todos talvez signifique que, afinal de contas, é equilibrado”, comentou um delegado, citado pela Reuters.

Entre as propostas está a sugestão de que os países ricos dediquem dois por cento do seu Produto Interno Bruto para ajudar os países pobres a lidar com as alterações climáticas; os países ricos avançam sugestões sobre como poderão os países pobres abrandar as suas emissões de gases com efeito de estufa.

Para os Estados Unidos, o texto inclina-se a favor dos interesses dos países em desenvolvimento e lamenta que não tenha um preâmbulo onde esteja escrito que todos os países terão de agir contra as alterações climáticas. A mesma opinião tem o chefe da delegação enviada pela Comissão Europeia. Artur Runge-Metzger comentou que o documento não diz o suficiente sobre o desenvolvimento com baixas emissões de carbono nos países mais pobres. “Não vimos isso reflectido de forma eficaz no texto”.

De qualquer forma, a reunião marca uma nova fase nas negociações lançadas em Bali, em Dezembro de 2007. Ainda que o texto esteja cheio de espaços brancos para serem preenchidos com os compromissos de todas as partes.

Lá fora, activistas da organização Greenpeace vestidos de homens da neve, árvores, ursos polares e camelos avisaram os delegados dos riscos das alterações climáticas. “Dá-me de beber!”, estava escrito no fato de um activista vestido de cacto. Dentro do edifício da reunião, activistas fixaram uma faixa: “A sobrevivência não é negociável”.




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