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Apa Sherpa diz que é cada vez mais difícil escalar o Evereste por causa das alterações climáticas

Reuters, 25 de Maio de 2009

Sherpa levou a faixa até ao topo da montanha
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Jornalistas acompanham o discurso do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esta manhã na conferência de Copenhaga. Os líderes mundiais tentam romper o impasse, a escassas horas do encerramento do encontro. Foto: Ints Kalnins/Reuters

Vários países já disseram o que estão dispostos a fazer para combater as alterações climáticas
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Apa Sherpa, nepalês de 49 anos, disse hoje que a subida das temperaturas está a fazer derreter a neve, tornando a escalada do Evereste cada vez mais difícil. Este aventureiro terminou na quinta-feira passada a sua 19ª subida à montanha mais alta do mundo.

Segundo Apa Sherpa, um trilho de neve desde a estrada até ao pico é agora quase só rocha, à medida que as alterações climáticas empurram para cima a linha do gelo e fazem diminuir os glaciares.

“Isto torna a escalada da montanha difícil porque é muito difícil caminhar por cima de rochas nuas”, comentou Sherpa, depois da expedição, durante a qual levou uma faixa onde se lia: “Stop Climate Change; Let the Himalayas Live!” (“Parem as alterações climáticas; Deixem os Himalaias viver!”.

Apa Sherpa escalou o pico com 8850 metros de altitude para salientar as consequências das alterações climáticas nos Himalaias. Os ambientalistas alertam para o recuo dos glaciares, fonte de vários rios asiáticos, e para a ameaça à vida de milhões de pessoas que dependem deles para ter água potável.

Além do impacto das alterações climáticas, o ambiente no Evereste também está ameaçado por causa do lixo que é deixado pelos alpinistas.

Sherpa, que escalou o Evereste pela primeira vez em 1990, disse que a sua equipa apanhou mais de cinco toneladas de lixo na montanha: tendas, cordas, fogões a gás e pedaços de um helicóptero italiano que se despenhou ali em 1973.

Sherpa levou um recipiente especial com ofertas sagradas de 400 monges budistas e colocou-o no topo da montanha, um gesto que pretende restaurar a santidade dos Himalaias e consciencializar as pessoas para as alterações climáticas, explicaram os organizadores. “Só há um Sagarmatha que é património de todo o mundo”, disse Sherpa, referindo-se ao nome nepalês da montanha. “Devemos mantê-lo limpo”.

Actualmente Sherpa vive nos Estados Unidos mas nasceu em Solukhumbhu, no Norte do Nepal. Até ao momento, o Evereste já foi escalado por mais de três mil pessoas.




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