As Nações Unidas divulgaram ontem as propostas para o sucessor do Tratado de Quioto para lutar contra as alterações climáticas, que será negociado em Dezembro, em Copenhaga. O documento de 53 páginas mostra que as nações ricas e as mais pobres continuam divididas quanto ao que fazer.
As ideias avançadas incluem a proposta de que as nações mais ricas ponham de parte dois por cento do seu Produto Interno Bruto para ajudar as mais pobres a adaptar-se ao aquecimento global e as suas consequências, como secas e aumento das intensidades das tempestades.
“Este documento marca um ponto importante. Restam apenas 200 dias até às negociações de Copenhaga, mas o mundo não está parado”, disse Yvo de Boer, o responsável máximo pela ONU das negociações sobre as Alterações Climáticas, citado pela agência Reuters.
A recessão económica está a entravar a disposição de muitos governos em tomar medidas para confrontar a subida da temperatura média do planeta, mas o documento inclui sugestões para cortar as emissões de gases com efeito de estufa em nações em desenvolvimento como a Índia e a China, e também formas de monitorizar o seu cumprimento.
A China, entretanto, anunciou ontem que está a elaborar um plano a longo prazo para lugar contra as alterações climáticas. Aumentar a eficiência energética, o desenvolvimento de tecnologias limpas para o uso de centrais eléctricas a carvão e aumentar a área de florestas com espécies que absorvam bastante dióxido de carbono serão algumas das linhas orientadoras, disse Xie Zhenhua, vice-director da Comissão Nacional para as Reformas e Desenvolvimento, citado pela Reuters.
“O objectivo deste plano nacional é duplo: responder aos desafios colocados pelas alterações climáticas e também desenvolver a economia”, disse Xie à agência noticiosa chinesa Xinhua.
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