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Se os gelos do Oeste da Antárctida derreterem, os mares não subirão tanto quanto se pensava

PÚBLICO, 14 de Maio de 2009

Continuam a desprender-se plataformas de gelo no oeste da Antárctida:
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Jornalistas acompanham o discurso do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esta manhã na conferência de Copenhaga. Os líderes mundiais tentam romper o impasse, a escassas horas do encerramento do encontro. Foto: Ints Kalnins/Reuters

Vários países já disseram o que estão dispostos a fazer para combater as alterações climáticas
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O derretimento da calote glaciar no ocidente da Antárctida fará subir o nível das águas do mar de uma forma menos espectacular do que se pensou até aqui, mas terá no entanto um efeito dramático, diz um estudo coordenado pela Universidade de Bristol, no Reino Unido, publicado hoje na revista "Science".

Através de novas medições da geometria dos gelos desta zona da Antárctida, os investigadores britânicos e holandeses concluíram que, quando desaparecer, a elevação do nível dos oceanos será de 3,2 metros, e não de cinco a sete metros, como previam estudos anteriores.

No entanto, adiantam os investigadores, mesmo o aumento de um metro no nível dos oceanos será suficientemente importante para afectar o campo de gravidade terrestre no hemisfério sul e modificar a rotação do planeta. Essa mudança levará a uma acumulação de água oceânica no hemisfério norte e poderá traduzir-se em diferenças importantes no nível dos diferentes oceanos, adiantou a agência AFP, com a elevação mais acentuada a atingir as costas Este e Oeste dos Estados Unidos.

“Mesmo que os glaciares no Oeste da Antárctida não contribuam senão para uma elevação de um metro do nível dos oceanos, distribuída por vários anos, o nível dos mares na costa norte-americana conhecerá uma elevação 25 por cento superior à média”, explicou à AFP o principal autor do estudo, Jonathan Bamber, da universidade de Bristol. Isso significa que cidades como Nova Iorque, Washington ou São Francisco serão atingidas.

Os investigadores não sabem a que velocidade é que os gelos poderão desaparecer. Mas se se afundar a um ritmo constante ao longo dos próximos 500 anos, o nível dos oceanos aumentará 6,5 milímetros por ano, o que é duas vezes mais rápido do que o ritmo actual.

“Cerca de 17 milhões de pessoas no Bangladesh ficarão desalojadas por um aumento do nível dos oceanos de 1,5 metros”, disse à Reuters Jonathan Bamber. “As consequências para o planeta e para a estabilidade da sociedade como um todo de um aumento de um ou dois metros [no nível das águas] são muito, muito sérias”.

O Painel das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (IPCC) considerou num relatório publicado em 2007 que o nível dos oceanos deverá aumentar 18 a 59 centímetros este século, em resultado das alterações climáticas.






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