As emissões de dióxido de carbono da União Europeia (UE) diminuíram seis por cento em 2008 em relação ao ano anterior por causa da crise económica, anunciou hoje o instituto de investigação Point Carbon, com sede em Oslo, Noruega.
Os 27 países que fazem parte do comércio europeu de emissões libertaram 2111 mil milhões de toneladas de gases com efeito de estufa contra as 2245 mil milhões de toneladas no ano anterior, segundo os dados publicados ontem à noite.
“Estes números dizem-nos duas coisas. Confirmam que a recessão acarretou uma redução das emissões através de uma produção industrial e de uma procura de energia mais reduzidas”, comentou Kjersti Ulset, do Point Carbon, citada no comunicado. “Mas dizem-nos também que o mercado de carbono funciona como deve ser. As reduções das emissões observadas no sector energético resultam, parcialmente, do preço elevado do CO2 que tivemos no primeiro semestre de 2008”, acrescentou.
As reduções mais importantes foram registadas nos sectores do “cimento, cal e vidro” (diminuição de nove por cento) e do “papel e pasta de papel”. Segundo o instituto, isto pode indicar que estes são os sectores mais afectados pela recessão.
O sector de “produção eléctrica e calor” reduziu as suas emissões em seis por cento e os sectores do “petróleo e gás natural” e “metais” um por cento cada, precisou o instituto.
Geograficamente, a Alemanha foi a principal fonte de emissões na Europa (22 por cento), à frente do Reino Unido (13 por cento).
Os números são referentes a 10.391 locais responsáveis por 94 por cento das emissões de CO2, precisou o Point Carbon.
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