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11 Feverreiro 2026 - 15h47
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E se o fim do mundo estiver próximo?
Por Ana Filipe Gaspar

“O fim dos tempos chegou”, grita um profeta louco pelas ruas de Bruxelas, onde o alcatrão derrete, os pneus dos carros rebentam e milhares de ratos fogem desesperadamente. Neste cenário horrível, Tintim não consegue evitar a preocupação. Será que às 8 horas, 12 minutos e 30 segundos o mundo vai acabar, tal como calculou o professor Calys? Quando o jovem repórter acorda são e salvo no seu sofá, percebe que foi apenas um pesadelo e um tremor de terra.

Ao criar A Estrela Misteriosa, Hergé transpôs para as pranchas de BD o ambiente apocalíptico que o mundo vivia na altura. Estávamos em 1941 e os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial abalavam a Europa. Na Bélgica, as tropas alemãs controlavam o país e o jornal onde o pai de Tintim publicava as suas pranchas tinha de se sujeitar à censura dos invasores. Mais tarde, foi essa a justificação que Hergé apresentou para alguns pormenores na história que o levaram a ser acusado de anti-semitismo – o nome do vilão e o nome do banco que patrocina o Peary são de origem judaica – e de politicamente comprometido com as forças do Eixo.

 

Tintim suspende o voo do tempo
Por Carlos Pessoa

É uma sensação estranha ver Tintim e Milu evoluírem num ilhéu fumegante onde a fauna e a flora se transformam a olhos vistos. Da semente irrompe em poucos minutos uma enorme árvore, cujos frutos gigantescos acabam por salvar o herói de uma superaranha ameaçadora e hostil… E tudo isto graças a uma escala de tempo que acelera o ciclo evolutivo da Natureza, mas poupa miraculosamente os personagens da história de Hergé.