O Presidente dos Estados Unidos afirmou esta semana em entrevista à agência Reuters que estará presente na cimeira de Copenhaga, em Dezembro, se isso fizer a diferença para a comunidade internacional chegar a acordo sobre o sucessor do Protocolo de Quioto.
“Se eu estiver confiante que todos os países envolvidos estão a negociar em boa-fé, que estamos à beira de um acordo e que a minha presença em Copenhaga fará a diferença em ultrapassar as barreiras, então, certamente, isso é algo que irei fazer”, disse Obama esta segunda-feira numa entrevista na Sala Oval da Casa Branca.
A cimeira de Copenhaga, na Dinamarca, realiza-se de 7 a 18 de Dezembro e Obama pretende estar em Oslo, Noruega, a 10 de Dezembro para receber o Prémio Nobel da Paz.
As negociações climáticas na capital dinamarquesa estavam originalmente a contar apenas com a presença dos ministros do Ambiente. Mas as Nações Unidas informaram, na semana passada, que cerca de 40 líderes mundiais fazem intenções de participar, incluindo o primeiro-ministro britânico Gordon Brown e a chanceler alemã Angela Merkel.
“Lidar com as alterações climáticas é vital para os nossos interesses em relação à segurança, é vital para os nossos interesses económicos. É uma oportunidade, bem como um enorme desafio, mudarmos para uma economia limpa”, disse o Presidente norte-americano.
No entanto, Obama não acredita que os Estados Unidos vão conseguir aprovar a sua legislação climática antes de Copenhaga. “Penso que todos compreendem que o Senado não terá decidido sobre a legislação climática antes de Copenhaga”, disse à Reuters. “Podemos criar um conjunto de princípios, construir blocos que permitam progredir nesta questão. E isso é algo que acredito que vamos conseguir”.
“Estou confiante em como o povo americano vai reconhecer a enorme oportunidade da economia limpa e da capacidade de reduzirmos as nossas emissões de gases com efeito de estufa”, continuou. “Mas isso requer tempo. Nas reuniões com os líderes mundiais tenho explicado repetidas vezes que a América não é uma lancha; somos um grande navio cruzeiro. E não se pode reverter o curso da noite para o dia. Mas o que podemos e estamos a fazer é alterar a trajectória sobre como abordamos esta questão”.
A conclusão da legislação climática norte-americana era visto como um dos pontos que faria o sucesso de Copenhaga. Mas agora, quando falta menos de um mês para a cimeira, ainda há muito por fazer. “Conseguirmos um acordo internacional é difícil”, reconheceu Obama. “Tenho que garantir que nas próximas três semanas, será feita pressão nas nossas equipas e nas equipas de todos os outros para criarem um quadro de acção com que as pessoas se possam comprometer”, concluiu.
De 15 a 18 de Novembro, Obama estará na China para negociar um consenso climático com Pequim. “Este será um dos principais temas das nossas conversas com a China (...). O que importa neste momento é que os Estados Unidos e a China, enquanto os dois maiores emissores mundiais, sejam capazes de elaborar um enquadramento que todos possam aceitar. E estou optimista em como, entre hoje e Copenhaga, consigamos chegar a esse enquadramento”.
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