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Acordo pós-Quioto poderá ser alcançado só em 2010

Ricardo Garcia, 6 de Novembro de 2009

Hoje termina a ronda negocial climática em Barcelona
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Jornalistas acompanham o discurso do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esta manhã na conferência de Copenhaga. Os líderes mundiais tentam romper o impasse, a escassas horas do encerramento do encontro. Foto: Ints Kalnins/Reuters

Vários países já disseram o que estão dispostos a fazer para combater as alterações climáticas
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Um novo tratado para substituir o Protocolo de Quioto vai necessitar de um período suplementar de até um ano para ser negociado, além da cimeira climática de Copenhaga, em Dezembro. Esta ideia emergiu ontem quase como uma certeza, depois de mais um dia de negociações lentas e mesmo com a pré-aprovação de uma lei para reduzir as emissões de carbono dos EUA.

Em Barcelona, onde termina hoje mais uma ronda negocial prévia a Copenhaga, o sentimento geral é o de que é impossível chegar a um acordo num mês. "Ainda há muito trabalho a fazer", disse o chefe da delegação da Comissão Europeia, Artur Runge-Metzger, citado pela agência Reuters. O que se espera de Copenhaga, agora, é um acordo "politicamente vinculativo", ao invés de um tratado "legalmente vinculativo".

As negociações devem estender-se ao longo de 2010, com uma possível cimeira climática suplementar. Este modelo já foi adoptado quando, em 2000, falharam as negociações sobre o funcionamento do Protocolo de Quioto durante uma cimeira em Haia, tendo sido retomadas com sucesso em meados de 2001, em Bona. "Já fizemos isto antes, podemos fazê-lo novamente", afirmou John Ashe, presidente de um dos grupos negociais em Barcelona

Um dos aspectos que mais poderá arrastar o processo é a posição norte-americana. Barack Obama não pode comprometer-se com um novo acordo global antes de definir a sua estratégia interna para o clima. Ontem, o Comité de Ambiente e Obras Públicas do Senado aprovou uma lei que fixa uma meta de 20 por cento de redução das emissões do país até 2020, em relação a 2005.

Mas os republicanos boicotaram a votação, exigindo mais estudos económicos. Era necessária a presença de pelo menos dois republicanos para que fossem discutidas emendas. Sem isso, a proposta passou tal como foi concebida, sem acolher posições da oposição, o que torna difícil a sua discussão em outros comités por onde tem de passar e, sobretudo, no plenário do Senado, onde necessita de 60 votos dos 100 representantes para ser aprovada.

Ainda assim, a presidente do Comité de Ambiente, Barbara Boxer, revelou alguma satisfação. "Creio que é um grande sinal para Copenhaga de que existe vontade para se fazer o máximo que este assunto avance", disse Boxer, co-autora da proposta. O outro co-autor, o senador John Kerry, iniciou já contactos para tentar um acordo.




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