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Desastres climáticos vão afectar 375 milhões de pessoas por ano em 2015

PÚBLICO, 21 de Abril de 2009

Episódios de seca têm causado o aumento das pessoas com fome
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Jornalistas acompanham o discurso do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esta manhã na conferência de Copenhaga. Os líderes mundiais tentam romper o impasse, a escassas horas do encerramento do encontro. Foto: Ints Kalnins/Reuters

Vários países já disseram o que estão dispostos a fazer para combater as alterações climáticas
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As organizações humanitárias internacionais poderão ficar sem capacidade de resposta em 2015, quando o número de pessoas afectadas anualmente por catástrofes naturais relacionadas com as alterações climáticas aumentar 54 por cento para os 375 milhões, alertou hoje a associação Oxfam.

No relatório “O Direito à Sobrevivência” (“The Right to Survive”), a Oxfam explica este aumento pela combinação da pobreza com a migração para bairros densamente povoados, situação que poderá agravar os impactos dos desastres climáticos. A acrescentar, lembra a Oxfam, há o fracasso político para responder a estes riscos e um sistema de ajuda humanitária que ainda não está adaptado.

A associação baseou-se nos dados de 6500 desastres climáticos desde 1980, reunidos pela Universidade de Louvain, na Bélgica, para estimar o número de pessoas afectadas. Concluiu que, todos os anos, 375 milhões de pessoas sofrerão com os fenómenos climáticos; hoje esse número é de 133 milhões. Estes valores deixam de fora as vítimas de outros desastres, como guerras, sismos e erupções vulcânicas.

“O mundo deve aumentar a ajuda financeira humanitária dos 14,2 mil milhões de dólares (10,9 mil milhões de euros) de 2006 para, pelo menos, 25 mil milhões (19,2 mil milhões de euros) por ano”, pede a Oxfam. “Este aumento, o equivalente a 50 dólares (38,5 euros) por pessoa afectada, continua a ser insuficiente para responder às necessidades básicas”, nota a associação em comunicado.

A Oxfam apela aos países desenvolvidos para “se comprometerem já com a redução das emissões de gases com efeito de estufa para manter o aquecimento global abaixo do aumento dos 2ºC” e com a ajuda aos mais pobres a “fim de que se consigam adaptar às alterações climáticas inevitáveis”.

“Neste cenário de alterações climáticas, é a pobreza e a indiferença política que tornam uma tempestade numa catástrofe”, comentou Jeremy Hobbs, director-executivo da Oxfam Internacional.

“As alterações climáticas já estão a ameaçar o nosso trabalho para combater a pobreza, aumentando a pressão numa missão já de si difícil para levar ajuda a milhões de pessoas”.

Cada vez mais pessoas vivem em bairros urbanos construídos em zonas instáveis e secas, densidade populacional e aumento da procura de alimentos fez aumentar o número de pessoas com fome. Muitos outros são forçados a abandonar as suas casas para escapar às alterações climáticas, degradação ambiental e conflitos.

No entanto, há casos que servem de exemplo. Cuba, Moçambique e Bangladesh investiram em medidas de prevenção e protecção das populações em relação às tempestades.

A Oxfam afirma estar já a mudar a forma como responde às emergências, ajudando a reduzir a vulnerabilidade dos mais pobres.




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