• 10 de Março de 2011
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Prof. Leopoldo Guimarães (Presidente da Comissão Consultiva)

Depoimento

A importância do caminho a seguir

As razões que determinam a organização de um acontecimento tão importante como o “Salão de Oferta Educativa, Formação e Empregabilidade”- FUTURÁLIA, considerado já como o acontecimento de referência no domínio da Educação/Formação/Orientação Educativa, são razões que deverão ser encontradas através de uma análise profunda e rigorosa das respostas a questões que envolvem os principais protagonistas do evento, como sejam:


– que procuram os jovens das mais diversas idades e ambiente social, quando confrontam o seu imaginário de vida com a realidade que lhes é imposta ou oferecida pelas estruturas orgânicas formais e não formais de educação, formação e emprego?


– O que esperam os empregadores, da formação escolar e complementar dos possíveis candidatos aos postos de trabalho que pretendem naturalmente assegurar com pessoas devidamente habilitadas, disponíveis para uma valorização constante dos seus conhecimentos, capazes de pensar autonomamente, trabalhar em equipa e contribuir para objectivos estratégicos?


– O que é realmente importante para o progresso e sustentabilidade da nossa sociedade, em termos de educação e formação mas também em termos de valores e ética, que nos transportem ao conhecimento e à sabedoria?


Estas e outras questões polarizam o que é oferecido de relevante pela FUTURÁLIA, na perspectiva de proporcionar respostas que se mostrem importantes para que a jornada de vida de cada um dos jovens que nelas se inspirem, seja consistente com as suas tendências, ansiedades e visão do futuro. Assim, foram estruturados diferentes conteúdos, opções e soluções possíveis, para ser mais fácil apreender as flutuações sociológicas, as variáveis da economia e a instabilidade do emprego, que vão impregnar as micro e macro sociedades onde os jovens vão projectar a sua existência.


Assente na valiosa experiência recolhida, quer directamente dos visitantes nas edições anteriores, quer das entidades/empresas que em grande número, (mais de 450 na edição anterior), nelas participaram, a organização da FUTURÁLIA, fiel ao lema A VIDA É TUA descobre o teu caminho decidiu desta vez apostar fundamentalmente num sector vital para o desenvolvimento e modernização do país – a Educação promovendo as respostas que os estudantes precisam encontrar, para que decidam, com o com a necessária informação, o caminho que sentem poder seguir.


Que caminhos se abrem aos estudantes que terminam o 9º ano? E agora que estão perto de terminar o 12º ano o que vão decidir? E como podem esclarecer dúvidas sobre acesso, conteúdos, saídas profissionais, mobilidade nacional e internacional? E depois da licenciatura? Como e onde é possível reforçar os seus conhecimentos e qualificações para uma melhor harmonização com a flutuação do emprego? Ou como decidir para seguir uma carreira no âmbito da investigação científica?


Uma boa decisão, na altura certa do percurso de vida de cada um dos jovens, aliada ao aconselhamento de quem o pode e deve oferecer, constitui muitas vezes o elemento essencial para uma existência bem-sucedida. É precisamente este o contributo da FUTURÁLIA.


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Prof. Leopoldo Guimarães (Presidente da Comissão Consultiva)

Entrevista

Os jovens devem seguir os caminhos da assumpção do risco e da não submissão ao insucesso

A Futurália 2011 está já a ser preparada. Que respostas este evento procura dar aos jovens portugueses?

Na Futurália pretende-se essencialmente, mostrar aos jovens e também a quem de alguma forma se preocupa verdadeiramente com eles, que existem opções distintas, formas diferentes de orientar os seus percursos de vida, ajudando-os a tomar as decisões que o seu imaginário, tendências e visão do futuro neles projectam, fazendo isso munidos de conhecimento correcto, completo e organizado.

O “Conhecimento”, assume sempre uma superior importância para que as necessárias opções sejam tomadas na altura certa, sem imposições nem informações polarizadas ou distorcida.

A Futurália 2011, fiel ao compromisso Educação/Formação, privilegia os eventos ligados a este importante binário, aliando-os ao empreendorismo e ao desenvolvimento de competências direccionados aos jovens, desde os que frequentam o 9º ano de escolaridade, o 12ºano, licenciatura, mestrado e doutoramento, até aos que se interessam por enriquecer o seu percurso através de programas nacionais e internacionais de investigação científica.


A frase “A vida é tua - descobre o teu caminho volta” a ser o lema da Futurália. Com que caminhos se deparam hoje os jovens portugueses?

Certamente que não são os caminhos da crise em curso, nem a desilusão por ela criada, nem os antídotos actualmente propostos. São sim os caminhos da mobilidade nacional e internacional, da formação alargada e contínua, da iniciativa individual ou em grupo, da assumpção do risco, da não submissão ao insucesso, assumindo que ele faz parte de qualquer processo.  


Para este ano estão previstas algumas novidades, como o dedicar um dos dias à família. Qual o objectivo dessa iniciativa?

O espaço de interacção e participação nas temáticas que envolvem o binómio Educação/Formação, exige cada vez mais ser preenchido com os seus protagonistas naturais, ou seja os jovens, os pais e os professores, com responsabilidades partilhadas. A rápida mutação dos parâmetros que em dado momento caracterizam a sociedade, obrigam a um conhecimento e posterior aceitação dos métodos e conteúdos educacionais que no seu ritmo próprio, procuram ponderadamente, livres de pressões externas ao sistema, responder às exigências. A família, sendo parte integrante do fenómeno educacional, encontra na Futurália uma oportunidade rara para reflectir em conjunto com os seus jovens, na presença dos professores e dos representantes das instituições ligadas ao ensino e à investigação científica, propostas e perspectivas de futuro.


Concorda com a ideia de que a qualificação dos portugueses é um dos maiores desafios que se coloca ao país?

Sem dúvida. É talvez o maior dos maiores desafios. Mas falar em qualificação sem falar educação, cultura, ética e cidadania, é favorecer um percurso muito incompleto na formação do indivíduo. Somente conjugando todos aqueles factores, se poderá caminhar para o humanismo na competência, cultura na qualificação, bom senso na decisão, que no conjunto, constituem grande parte do património estrutural da nação, muitas vezes esquecido na hegemonia importante mas monocórdica, dos factores económicos prevalecentes.


Na sua perspectiva, enquanto professor catedrático, as instituições de ensino têm sabido responder aos desafios e às novas exigências do mercado?

Permita que aborde a questão da seguinte forma: “As relações mercado de trabalho, economia, indústria-universidade, têm-se desenvolvido confrontadas com pontos de vista e perspectivas paradoxais. Esta situação deriva particularmente de se pretender comparar realidades que só parcialmente coexistem, não se aceitando como natural, que grande parte dos objectivos e mesmo do enquadramento sociológico são diferentes e que assim deverão permanecer. Cada um tem o seu papel a desempenhar, num relacionamento próximo e consequente”.


“É do domínio público que a actual oferta de ensino superior mostra ainda sinais preocupantes de grande dispersão e de alguma inconsistência não obstante o esforço que tem sido desenvolvido para melhorar a situação. As designações dos cursos são muitas vezes escolhidas por critérios ligados à compreensível preocupação das instituições de tornarem as suas ofertas curriculares atractivas, procurando dar satisfação a uma procura que se tem mostrado particularmente condescendente para com as imagens promocionais de determinadas áreas temáticas.

A relação entre o nome e o conteúdo de alguns cursos apresenta-se frequentemente desajustada: uma mesma denominação pode dar abrigo a perfis de formação muito heterogéneos e designações diferentes podem corresponder a perfis muito próximos. Daqui resulta uma certa opacidade, quer para os candidatos ao ensino superior, quer para os próprios empregadores”.

O sistema de acreditação levará o seu tempo a acertar esta configuração tendo em consideração as consequências da introdução do “Processo de Bolonha”, que merecem, neste aspecto, uma profunda reflexão.


O ensino secundário, por seu turno, foi durante muito tempo essencialmente organizado na perspectiva do ingresso na universidade, com prejuízo do ensino profissional que tardou muito a ser recuperado, prejudicando assim uma importantíssima parte das respostas a dar ao mundo empresarial e consequentemente às exigências do mercado de trabalho.


Outro factor a ter em linha de conta, refere-se à necessidade de articular as condições de acesso ao ensino superior, em face das novas formações que irão surgir, com a formação dos jovens a nível do secundário, nomeadamente com a duração da formação neste nível, aproximando e harmonizando, dentro do possível, a situação nacional com a situação a nível europeu, evitando ao mesmo tempo rupturas e descontinuidades que certamente causarão enormes prejuízos aos estudantes, podendo contribuir com elevado peso para o insucesso dos estudantes no ensino superior.


Como presidente da Comissão Consultiva da Futurália, qual a mensagem que deixa aos jovens portugueses?

Em primeiro lugar que não olhem o futuro apenas com a visão do passado recente e mesmo do presente. Os parâmetros de vida mudam rapidamente. O que era ontem uma oportunidade poderá hoje deixar de ser. O que poderia parecer um caminho fechado poderá abrir-se num arco-íris de possibilidades. Não esperem passivamente a chegada do emprego, da ajuda remota, da amizade sem confiança. Vão ao encontro de tudo isso, embrenhem-se na vida, abram-se à informação, com os olhos postos no conhecimento, para atingirem a meta da sabedoria, que se assume como a meta do bem-estar convosco e com os outros.


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Prof. Luís Manuel Vicente Ferreira (Presidente Instituto Politécnico de Lisboa)

Entrevista

Ser empreendedor, trabalhar por projectos e captar fontes de financiamento são desafios a que é importante responder

Qual a importância da Futurália para o ensino superior politécnico?

Sendo a Futurália um evento de âmbito nacional, que proporciona uma oportunidade estruturada de contacto com as alternativas de educação e de formação, e congregando o ensino superior politécnico um vasto leque de licenciaturas e mestrados com reconhecido impacto e aceitação na sociedade, indústria e serviços ao nível nacional e internacional, impõe-se a representação deste tipo de ensino neste salão nacional de ofertas, visitado por jovens que se encontram em período de tomada de decisão. Esta representação é fundamental, sobretudo num ciclo económico em que se pretende encorajar a adesão a escolhas promotoras de empregabilidade, que ajudarão os jovens a construir percursos de vida produtivos e sustentáveis, sendo igualmente fundamental apetrechar as nossas empresas e o nosso sector produtivo com profissionais de alto nível, capacitados para agir de forma inovadora, criativa e empreendedora, perfil profissional preconizado no ensino politécnico.


A Futurália reúne, anualmente, milhares de alunos. Este ano haverá também um dia dedicado às famílias. Em épocas de crise, os pais decidem cada vez mais o futuro dos filhos, no que respeita às suas escolhas no ensino superior?

Parece-me importantíssimo que a organização da Futurália desenvolva actividades destinadas às famílias, pois estas, de facto, desempenham um papel fundamental no apoio aos jovens, no seu processo de decisão. No entanto, não me parece que os pais se devam substituir aos filhos nessa área de decisão, assim como noutras áreas fundamentais ao planeamento dos percursos de vida dos indivíduos. Aos pais compete ajudar o jovem a ter acesso a informação actualizada, a proporcionar oportunidades e experiências de vida promotoras de auto-conhecimento, assim como a reflectir, em conjunto com os filhos, acerca de experiências e “lições de vida” derivadas dos seus percursos únicos e pessoais. Mas, não me parece que, no âmbito dos valores da nossa sociedade actual, os pais queiram propriamente decidir o futuro dos filhos, mas sim apoiá-los a tomar as decisões que são adequadas aos seus filhos. Não nos esqueçamos que um filho pode possuir características pessoais e perspectivas de vida diferentes, e não será por isso que terão de entrar em conflito!


Quais os desafios com que se deparam hoje os jovens portugueses?

Penso que os desafios dos jovens portugueses não serão assim tão diferentes dos de outros jovens do espaço europeu. Hoje estamos numa economia global, em que as empresas se formam, redimensionam, deslocalizam e se extinguem constantemente. Por outro lado, a mudança imposta pelo avanço tecnológico acontece a um ritmo alucinante. É por isso, cada vez mais, importante que os trabalhadores do século XXI desenvolvam competências de auto-gestão e regulação, pois serão eles a gerir as suas carreiras, com menos apoio de estruturas e vínculos laborais. Ser empreendedor, capaz de criar o seu próprio emprego, o de outros, ou se mover em trabalhos por projectos e captar fontes de financiamento (às vezes desaproveitadas) são desafios a que é importante responder. Neste sentido, o desenvolvimento do empreendedorismo é uma preocupação cada vez mais presente no Instituto Politécnico de Lisboa.


O ensino superior politécnico deve ter um cariz mais profissionalizante. Na sociedade actual isso é uma vantagem para os jovens que querem entrar no ensino superior?

O cariz profissionalizante não deve ser confundido com falta de fundamentação científica. Move-nos a visão da qualidade, da exigência e da permanente actualização. Efectivamente, procuramos que este subsistema de ensino ofereça respostas aos problemas e às necessidades de uma sociedade e economia modernas e em desenvolvimento, que requerem a produção de um mercado de trabalho (mão de obre disponível) altamente qualificada, voltada para a empregabilidade. Por isso, há que formar profissionais conhecedores e altamente treinados em várias áreas de actividade, prontos a aplicar os seus conhecimentos na resolução de problemas concretos, seja em postos de trabalho definido, seja na investigação aplicada. Não nos interessa ou nos move um tipo de ensino meramente teórico, ou meramente prático. É-nos cara a integração teórico-prática e o sentido de utilidade social e da relevância concreta do que ensinamos. Muitos jovens preferem este tipo de ensino e ficam muito satisfeitos face à facilidade que encontram na transição para o mercado de emprego. Efectivamente, as nossas licenciaturas possuem as altas taxas de empregabilidade no âmbito do sistema do ensino superior.


As instituições de ensino superior, universidades e politécnicos, têm sabido responder aos desafios e às novas exigências do mercado?

As instituições de ensino superior têm procurado cada vez mais corresponder aos desafios do mercado. No caso particular do ensino politécnico, houve um grande esforço em torno da adaptação dos planos curriculares dos cursos ministrados, a uma nova realidade, a da globalização. Por isso, a nossa grande aposta tem passado muito pela promoção do empreendedorismo e pela realização de programas de incentivo a novas ideias. Acima de tudo, o importante é preparar os estudantes para um mercado que procura inovação, criatividade e flexibilidade, facto que tem vindo a ser conseguido através de um corpo docente muito ligado ao mundo empresarial e conhecedor das suas exigências.


A máxima A vida é tua - descobre o teu caminho volta a ser o lema da Futurália. Com que caminhos se deparam hoje os jovens portugueses?

Os jovens portugueses deparam-se com caminhos de incerteza e de mutação, tal como os jovens de outros países europeus e de outras regiões do mundo. Acabaram-se os empregos para toda a vida. As carreiras numa única entidade empregadora. Por outro lado, em Portugal, em virtude de um atraso educativo estrutural, os empregadores nem sempre reconhecem as vantagens de valorizar, nas suas contratações, a formação especializada, que por vezes preterem a favor de mão-de-obra mais barata e menos qualificada. Este é um problema que em Portugal ainda necessita de ser ultrapassado e que, a melhorar, beneficiará os nossos jovens e a sua inserção profissional. O lema "A vida é tua, descobre o teu caminho" parece-me estimulante e faz muito sentido. Mais do que nunca os jovens terão de ser construtores motivados das suas situações de vida, quer a nível profissional, quer a nível pessoal. E é importante que esse caminho, nos dias de hoje, seja entendido como um percurso que necessariamente envolverá formação de qualidade e de nível superior, e contínua actualização. Está comprovado que possuir qualificação é fulcral para aceder ao trabalho reconhecido e recompensado, quer do ponto de vista social, quer do ponto de vista monetário. Descobrir o caminho é uma aventura que implica ter experiências de vida, ser mais participativo. Parece-me que ninguém descobre o seu caminho se ficar sentado sozinho em casa. É preciso ir à luta. É preciso conviver. É preciso experimentar. E os jovens, são, por natureza, exploradores na vida. Mais do que nunca há que fazer prolongar essa natureza, estendo-a a toda a vida, aprendendo continuamente e continuamente decidindo rumos para o trabalho.


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Salvato Trigo (Reitor da Universidade Fernando Pessoa)

Texto Opinião

Educar e Instruir

Os mais familiarizados com a etimologia e com a filologia sabem perfeitamente distinguir os dois conceitos que dão título a este breve apontamento.  Sabem que, no nosso modelo civilizacional, a educação era responsabilidade da família e a instrução pertencia à escola. Por isso, educava-se do passado para o presente e instruía-se do presente para o futuro. A educação transmitia valores culturais e normas de conduta com que se desenvolvia a personalidade e se moldava o carácter, essenciais para a relação social, na infância e na adolescência,  e  estruturais para a sanidade das sociedades adultas, isto é, para a integração moral  no tempo presente. A instrução transmitia colectivamente os conhecimentos que, transformados individualmente em competências intelectuais e técnicas, permitiam actuar economicamente sobre o presente, o tempo em que se vive,  e modelar  tecnologicamente o futuro, o tempo  que ainda se espera viver, que, ao lá chegarmos, se torna presente, confirmando ou infirmando a justeza dessa actuação e dessa modelação para as gerações a vir.


É também sabido que o modelo de organização económica das comunidades, primeiro, e da sociedade, depois, até à Revolução Industrial do século XIX, era mais tributário da educação do que da instrução, porque o conhecimento letrado estratificava socialmente, mas não era estruturante da economia. Esse conhecimento escolar não era, então, um bem de primeira necessidade e, por isso, considerando-o prescindível, era pouco valorizado, se não mesmo desvalorizado.  No caso português, esta questão entende-se melhor e percebe-se bem como ela condicionou o nosso desenvolvimento, lendo, por exemplo,  A Queda do Anjo, de Camilo Castelo Branco.  O conhecimento não era visto como um elemento essencial para transformar o dinheiro, o capital, em riqueza económica pelo trabalho mais qualificado, que o mesmo é dizer mais produtivo.  Era o tempo em que estudar e trabalhar eram verbos dicotómicos, em vez de correlatos: ai não queres estudar, então vais trabalhar!... Para trabalhar, a escola não fazia falta; por vezes, era olhada mesmo como empecilho para a economia de trazer por casa ou de abastecer feiras e mercados coloniais politicamente reservados.


Enquanto isso, a economia ia-se industrializando e qualificando pelo Novo Mundo e pela velha Europa, a que pertencíamos pela geografia , mas que não emulávamos, apenas lhe servindo ou de carne para canhão, como na I Guerra Mundial, ou de reservatório de mão-de-obra braçal, como após a hecatombe da II Guerra Mundial, demonstração trágica da insensatez de ideologias ariânicas e fascizantes e da barbárie de imperialismos ideológicos, bélicos e territoriais, construídos sobre o medo que a incultura e a falta de instrução ajudam a medrar.


A emigração massificada, por um lado,  pela penúria económica do país tiranizado e, por outro lado, pela guerra colonial alimentada pela vesguice dum regime que fechou os olhos à história e fez ouvidos moucos à Conferência de Bandung e aos sopros crescentes dos “ventos de mudança”,  que o britânico Macmillan pressentiu do Cabo a Argel, foi postergando as mudanças internas que urgia fazer nos planos político, económico e social tolhidos pelo anquilosamento do sistema de poder. A dimensão braçal do trabalho continuava estranhamente a ser mais considerada do que a dimensão intelectual que verdadeiramente acrescenta valor, porque é ela que produz as transformações tecnológicas que modificam a organização da economia e a relação do trabalho com o capital e que tornaram o mundo nesta “aldeia global” em que o conhecimento, agregando educação e instrução, além da sua função estruturante do desenvolvimento, ganhou a natureza de necessidade básica  e o estatuto de bem transacionável.


É este o tempo de educação em que estamos: o tempo da competitividade e da mobilidade, o tempo do ensino  substantivamente rigoroso  e metodologicamente estimulante da investigação, do desenvolvimento e da inovação com preocupações do efectivo retorno dos seus benefícios para a sociedade que o paga, directa ou indirectamente. O tempo de ensinar e de aprender a pensar, para se compreender e atacar algumas das falácias que persistem  em negar-nos um futuro diferente e melhor do que este presente de extremada fantasia.  Falácias como a de que a maternidade, um direito fundamental da mulher, prejudica uma carreira profissional e, portanto,  o funcionamento das empresas, da economia.  Aderir a esta falácia é não perceber que a sustentabilidade da economia é a demografia e que, por isso, o definhamento desta é o definhamento daquela.


Falácias como a de que a natureza jurídica, pública ou privada, duma instituição de ensino é, só por si,  elemento diferenciador da qualidade da educação. Ou como a de que é possível defender o chamado Estado Social, sem defender,  ao mesmo tempo,  a economia de mercado, a iniciativa privada que investe e cria empregos, que paga salários, que produz os chamados dinheiros públicos, isto é,  os impostos e as taxas, com que se compõe o orçamento que sustenta esse Estado.  Ou como a de se querer fazer crer que, sendo a educação e o ensino bens públicos, isso significa que o Estado deva ter deles o controlo e até o monopólio. Bens públicos são sinónimo de bens estatais nos Estados totalitários, castradores da cidadania e  das liberdades políticas, sociais e económicas. Felizmente, estamos assistir ao seu desmoronamento e certamente à emergência de Estados reguladores das actividades da sociedade, garantindo a igualdade de oportunidades e de acesso à justiça, à saúde e à educação, sem desrespeitar a liberdade de escolha. Estamos a assistir ao estertor das ditaduras ideológicas, religiosas e militares.

O mundo move-se no sentido de melhor presente, de melhor futuro, e a educação dos cidadãos é a sua energia limpa e renovável.


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José M. Ribeirinho Alves da Cunha (Director do Centro Formação Ria Formosa)

Texto Opinião

Formação Contínua – Ser ou não ser, não ser e ser - eis as questões

A Formação Contínua, no quadro instaurado em 1992, vai dentro de pouco tempo fazer 20 anos. Em breve, passará esta barreira simbólica, sendo tempo para falar pouco do passado e muito do seu futuro.


Até hoje a formação foi encarada como  uma janela de oportunidades, ou ribeiro de esperança para o ensino e educação em Portugal. No entanto, ela foi sempre vista como uma sobrecarga ou como nos primórdios, forma eficaz de aplicar fundos europeus no campo da educação.


Para os nossos responsáveis da educação este assunto sempre mereceu uma atenção moderada, senão mesmo um certo prezar meramente administrativo, como os últimos tempos têm vindo a ser demonstrativos desta postura e consideração. Um caso exemplar é o facto de desde há uma década que o Conselho de Formação Contínua previsto no RJFC ter deixado de reunir.


Temos consciência, de que reflectir sobre a formação implica uma visão pluridisciplinar sobre as suas diferentes dimensões: natureza, objectivos, paradigmas, modalidades e concepções, bem como acerca da forma da sua operacionalização no terreno, o que se reflecte na atenção que esta temática tem merecido de investigadores, políticos e outros intervenientes na comunidade educativa, uma vez que está em causa a qualidade da educação.


Há uma relação entre formação e mudança. Segundo Benavente, (1999) as mudanças pessoais, assim como as institucionais, articulam-se dialecticamente; não é nunca uma ligação unívoca. Os processos de mudança desenrolam-se sempre num contexto, e que este será um elemento de facilitação ou de dificuldade dos mesmos processos.


Entretanto, e por força de circunstâncias, mas também, por imposição resultante do zelo profissional, a formação fez com que:


  • Gradualmente a gestão e a avaliação da formação passasse a ser assumida pelos professores porque nela se implicaram pela motivação pessoal, pela integração em grupos de trabalho, pelo aparecimento de resultados na comunidade educativa;


  • Progressivamente os professores e outros agentes soubessem percepcionar o dinamismo interno da formação tendo por base os contextos onde a mesma se desenvolve;
  • Paulatinamente várias escolas proporcionassem e apoiassem a criação de  espaços de inovação descobrindo o valor das experiências / competências dos seus docentes;
  • Insistentemente, e com espírito de missão, os agentes educativos sempre consideraram que este parente bastardo os enriquece, inequivocamente nas dimensões pessoais, sociais e profissionais.

Por fim, hoje escudados também na conjuntura assistimos à descolagem da formação contínua dos professores das prioridades da tutela, de tal forma evidente que o que passará a importar para a avaliação de desempenho e para a progressão na carreira, já não é a certificação de competências mas uma declaração como resposta a um requerimento solicitando a comprovação da sua abstinência, da sua ausência, ou do mero desinteresse em relação à sua implicação num dos aspectos fundamentais do exercício da sua profissão – a formação contínua como forma de:


  • melhorar a qualidade do ensino e das aprendizagens através da permanente  actualização e aprofundamento de conhecimentos, nas vertentes teórica e prática;
  • aperfeiçoar as competências profissionais dos docentes nos vários domínios da actividade educativa , quer a nível dom estabelecimento de educação ou de ensino, quer a nível da sala de aula;
  • incentivar  a autoformação , a prática da investigação e a inovação educacional;
  • adquirir capacidades, competências e saberes que favoreçam a construção da autonomia das escolas e dos respectivos projectos educativos;
  • estimular os processos de mudança ao nível das escolas e dos territórios educativos em que estas se integram susceptíveis de gerar dinâmicas formativas;
  • apoiar programas de reconversão profissional , de mobilidade profissional e de complemento de habilitações.

Neste quadro, a formação contínua não se encontra em mares com ventos favoráveis. No entanto, a vida continua e não esperando melhorias estimulógicas, os profissionais vão traçando os seus trajectos com sentido de responsabilidade, sabendo que devem prestar contas à sociedade em função dos seus investimentos para uma melhor profissionalidade, tendo em vista o sucesso dos seus alunos, e, naturalmente do futuro do país.


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Instituto Politécnico de Leiria

Texto Opinião

Instituto Politécnico de Leiria – Uma Instituição de Prestígio, numa Região de Sucesso

O Instituto Politécnico de Leiria (IPL) foi uma das primeiras instituições de ensino superior politécnico do País. Com a missão de difundir o conhecimento, criar, transmitir e disseminar a cultura, a ciência, a tecnologia e as artes, a investigação orientada e o desenvolvimento experimental, o IPL, criado em 1980 assumiu-se, desde logo, como uma organização de âmbito nacional, com forte influência na região de Leiria e Oeste, em que se insere.


A educação formação

Destacando-se pela interdisciplinaridade da sua oferta formativa, o Instituto Politécnico de Leiria abrange as mais variadas áreas do conhecimento, com cursos de licenciatura, pós-graduação e mestrado em Artes e Design; Ciências Empresariais e Jurídicas; Educação e Comunicação; Engenharia e Tecnologia; Saúde; e Turismo, ministrados nos seus quatro Campi de Leiria (Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, Escola Superior de Tecnologia e Gestão e Escola Superior de Saúde), Caldas da Rainha (Escola Superior de Artes e Design) e Peniche (Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar). Sem esquecer o Ensino a Distância, onde o IPL foi um dos pioneiros do País, que oferece quatro cursos de licenciatura, neste regime.


Com o objectivo de contribuir para uma mais adequada qualificação de activos, o IPL criou uma rede de Cursos de Especialização Tecnológica (nível IV), em vários pontos da região de Leiria e Oeste, orientados para a inserção profissional dos seus estudantes, ou para o prosseguimento de estudos no ensino superior, que hoje apresenta 31 cursos registados. Além disso, o Instituto dispõe, igualmente, de outras opções de formação de adultos desde o Centro de Novas Oportunidades - valorizando os conhecimentos adquiridos por cada pessoa ao longo da sua vida e para os quais não dispõe de certificado -, e ainda um plano de formação ao longo da Vida, com o Programa 60+, que pretende alargar os domínios do saber a indivíduos adultos e idosos, possibilitando-lhes o acesso ao ensino de nível superior numa perspectiva de educação e desenvolvimento continuados.


Os estudantes têm do IPL uma ideia excelente, ao ponto de terem afirmado, no decurso de uma avaliação efectuada pela European University Association (EUA), ter “muito orgulho no seu instituto”, construindo uma relação muito estreita com os respectivos directores de curso e docentes, vendo o IPL como uma “escola de vida”, onde podem “crescer enquanto indivíduos e profissionais”.


A investigação e inovação

Artes, Educação, Ciências Sociais, Motricidade, Mecânica, Informática, Telecomunicações, Economia, Gestão, Turismo e Biologia são algumas das áreas de investigação criadas pelo IPL, que hoje conta com 12 unidades de investigação. Da avaliação da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) destacou-se o Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado do Produto, com investigação em Engenharia Mecânica e dos Tecidos, com uma classificação de Excelente, que lhe permitiu transformar-se em Unidade Orgânica de Investigação.


Associado a uma investigação de qualidade, o IPL valoriza economicamente os seus resultados, transferindo-os para o sector produtivo. Assim, foi criada a Centro de Transferência de Conhecimento (CTC), que além de apoiar as empresas através da sua capacidade de facilitar, impulsionar e gerir a transferência de tecnologia e conhecimentos entre o meio académico e o tecido empresarial, valoriza a propriedade intelectual resultante de actividades de I&D, e apoia a criação de empresas de base tecnológica, e os Núcleos de Inovação e Desenvolvimento em empresas.


O IPL encontra-se, também, qualificado como Entidade do Sistema Científico e Tecnológico (SCT) para a Prestação de Serviços de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico e para Consultoria e Serviços de Apoio à Inovação a Pequenas e Médias Empresas (PMEs), no âmbito do Programa Operacional Factores de Competitividade (POFC), do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).


Serviços e Infra-estruturas

Procurando proporcionar as melhores condições de aprendizagem e ensino aos seus estudantes, o IPL dispõe de um conjunto de serviços de apoio de excelente qualidade. Além do apoio social com bolsas de estudo, cantinas, restaurantes, residências, serviços médicos modernos e bem equipados, e um parque de campismo e lazer, o Instituto oferece apoio psicológico, psicopedagógico e orientação vocacional aos estudantes, com o seu Serviço de Apoio ao Estudante (SAPE).


Das instalações modernas e bem equipadas do IPL, evidenciam-se os laboratórios nas diversas áreas científicas em que desenvolve formação e investigação, o acesso a recursos documentais e bibliográficos (biblioteca, B-on - Biblioteca Científica Digital) e a disponibilização de acesso à internet (física ou via wireless) em todos os seus Campi.


Números

O Universo IPL é integrado por cerca de 900 docentes (mestres e doutorados); 12.500 estudantes; cinco escolas superiores e um Instituto de Investigação, Desenvolvimento e Estudos Avançados; uma Unidade de Ensino a Distância; um Centro de Formação para Cursos de Especialização Tecnológica; um Centro de Formação de Activos; 44 cursos de licenciatura; 12 cursos de pós-graduação e 31 mestrados.


O IPL, a Região e a Empregabilidade

A região de Leiria e Oeste é uma Região de grande importância económica, social e cultural, situada no litoral português a pouco mais de 100 km a norte de Lisboa. Caracterizada por um forte desenvolvimento industrial e com uma dinâmica produtiva acima da média nacional, a Região garante da empregabilidade dos estudantes do Instituto Politécnico de Leiria. Tal situação é visível no IV Relatório “A procura de emprego dos diplomados com habilitação superior”, divulgado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), que coloca o IPL no 5.º lugar do ranking das instituições de ensino superior com maior taxa de empregabilidade dos seus diplomados.


Além disto, e no sentido de ajudar os estudantes na procura de emprego, o Instituto dispõe de uma Bolsa de Emprego, fomentando a sua inserção no mercado de trabalho.


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Universidade do Minho

III Conferência e-Learning TecMinho@Universidade do Minho

"Empreender com tecnologias de aprendizagem"

A III Conferência e-learning organizada pela TecMinho – Universidade do Minho, em articulação com a AIP durante a Futurália, está centrada na capacidade de empreender com tecnologias educativas, e visa disseminar boas práticas de e-learning no contexto de uma cultura de aprendizagem mais criativa, onde se colabora para competir. Para criar uma maior interacção entre todos, o Auditório vai dispor de rede sem fios, permitindo aos participantes emitir opiniões e partilhar experiências e conhecimento de dentro do auditório para quem nos siga a distância via redes sociais, essencialmente via Twitter e Facebook. Foi, ainda, especialmente criado um canal de Twitter para este evento: #elminhopt.
A Futurália garantirá a transmissão ao vivo (via webcast - http://www.fas.public-i.tv/core/ ), amplificando o acesso a uma audiência mais alargada, que poderá assistir remotamente a partir de outros pontos de Portugal, do Brasil, Angola, Cabo Verde, Moçambique, Timor e outras Comunidades de Língua Portuguesa e Espanhola.

Esta Conferência insere-se nos objectivos do Centro e-Learning da TecMinho@ Universidade do Minho (www.tecminho.uminho.pt), orientados à promoção de processos de inovação na aprendizagem e à criação de redes e-learning a nível nacional e internacional, contribuindo para uma sociedade global mais rica em conhecimento.

 

Partilha de experiências em dois painéis

 

A Conferência e-learning de 2011 inclui dois painéis, um dedicado à “inovação pedagógica” com experiências vindas de Universidades e outro dedicado às novidades nas formas de “empreender com tecnologias de aprendizagem” com a partilha de práticas de empresas, como a Alert Life Sciences, a Nova Base e a Tap Air Portugal.
O painel de inovação pedagógica é moderado pelo Professor Paulo Dias (Universidade do Minho) e inicia-se com o José Alberto Lencastre, coordenador do Instituto Piaget Online, que irá expor a sua visão sobre a elaboração e implementação de objectos de aprendizagem, tendo em vista a aprendizagem baseada em problemas, identificando possíveis pontos de intercessão entre estas duas perspectivas, de forma a criar ambientes de inovação pedagógica, estimuladores dos processos de cooperação, de partilha e de autonomia.
“Bibliotecas 2.0 e aprendizagem” será o tema abordado por Pedro Príncipe da Universidade do Minho, reflectindo sobre os novos perfis dos utilizadores Web, que passaram de pesquisadores e consumidores de informação a produtores e geradores de novos conteúdos. O crescente uso de ferramentas e plataformas da web social estabelecem novas formas individuais e colectivas de interacção, produção e validação de informação. Segundo Pedro Príncipe, as bibliotecas como serviços de suporte incorporados nos processos e ambientes de aprendizagem assumem particular relevo na convergência gradual entre os novos dispositivos de acesso (telemóveis e tablets) e as formas de aprendizagem, contribuindo para a percepção das necessidades de informação e conhecimento das comunidades. Sendo espaços de aprendizagem informal disponibilizam conteúdos educativos em diferentes formatos, plataformas e canais, acessíveis em qualquer lugar, quando e onde necessários.

Paul Driver, Professor de Línguas na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, irá demonstrar a aplicação de jogos reais, suportados por tecnologias alternativas, para promover uma aprendizagem de línguas mais situada, motivadora e que usa o próprio corpo e espaço. Irá ainda explorar o papel do professor como designer de interacções, analisando como mecanismos simples de jogos podem levar a uma experiência emocional intensa e enriquecedora que facilita a produção de linguagem e a formação de uma memória de aprendizagem.  
 José Lagarto, Professor da Universidade Católica, integrará este painel, partilhando conhecimentos sobre como aprender em conferência Web, explorando o tema pela apresentação da COIED (a Conferência Online de Informática Educacional a Distância – www.coied.com) que decorreu recentemente. Nesta, duas alunas do Mestrado de Informática Educacional da Universidade Católica decidiram organizar durante duas semanas uma webconferência em todos os dias úteis. As temáticas foram orientadas em dois grandes eixos: “As TIC no aprender no Séc XXI” e “ Second Life ”, contando com um número superior a mil inscrições e uma média de mais de 150 participantes online em cada sessão, testemunhando as novas realidades que hoje os professores têm de defrontar.
António Teixeira, Professor da Universidade Aberta e Vice-Presidente da EDEN, irá abordar a Mobilidade Virtual e Futuro do e-learning nas Universidades, explorando o tema da mobilidade de trabalhadores na Europa e o emergente sistema de qualificações aberto, padronizado e competitivo. Pretende-se debater como as Universidades europeias podem responder a esse desafio histórico através da promoção da mobilidade virtual de estudantes e professores, e consolidando as suas estratégias institucionais de e-learning, partilhando e integrando em rede recursos e oferta educativa.
O painel da tarde é moderado por Ana Augusta Silva Dias (e-learning TecMinho – Universidade do Minho) e será dedicado ao tema “empreender com tecnologias de aprendizagem”.
José Ortega Mohedano da Universidade de Salamanca irá apresentar a actividade e experiencia da rede SCOPEO - Observatorio de la Formación en Red para España y Latinoamérica. Esta é uma iniciativa empreendedora espanhola de referência na formação em rede que desenvolve uma actividade imparcial de vigilância e investigação em e-learning nos níveis pré-universitários de educação, no ensino superior, na administração pública e iniciativa privada.
Paulo Matos da ALERT Life Sciences abordará o tema “Aplicações iphone e e-learning para aprender Medicina”, em que partilhará a sua experiência no desenvolvimento de soluções de ensino e aprendizagem orientadas ao contexto da saúde, incluindo uma plataforma LMS desenvolvida pela ALERT para a formação de profissionais de saúde, uma ferramenta inovadora criada para o ensino e aprendizagem da Medicina, assim como uma solução para acesso ao conhecimento através de dispositivos móveis (smartphones, tablets, etc).
A TAP Portugal e o centro que produz os conteúdos e-Learning da Megasis irá, na pessoa de Jorge Farromba, partilhar as práticas e experiências de e-Learning do Grupo TAP, através da demonstração, da estruturação e implementação do projecto e-learing. Dará ainda conta do modo como todas as áreas da empresa participam,  exemplificando alguns dos conteúdos produzidos. É também intenção do orador, apresentar  os próximos passos do projecto e-Learning dentro da TAP Portugal.
O painel da tarde encerrará com uma apresentação de Manuel Salgado da Novabase e a visão de como as redes sociais poderão ser utilizadas em contexto de aprendizagem através do jogo de simulação “Myvillage”. O myVillage, é um jogo integrado no facebook, em que o jogador pode viver a experiência de ser Presidente da Câmara de uma pequena vila Europeia, assumindo a responsabilidade pela prosperidade dos seus cidadãos. Este jogo procura contribuir para sensibilizar para recuperação económica e coesão social, tão significativas no cenário de crise actual.

 

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Escola Superior de Comunicação Social (Gabinete de Comunicação)

ESCS: Uma escola que privilegia o saber fazer

A Escola Superior de Comunicação Social (ESCS) estará no maior evento de oferta educativa, formação e empregabilidade de Portugal. Entre os dias 16 e 19 de Março a ESCS estará no pavilhão 1, no espaço do Instituto Politécnico de Lisboa, e será parceira na cobertura e produção de conteúdos para este evento de grande envergadura.

Uma das características mais valorizadas na ESCS é a aproximação do mundo académico com o mundo profissional. Com um plano curricular característico do ensino politécnico, esta instituição possui uma forte componente teórico-prática que faz dos seus alunos profissionais capazes de corresponder às necessidades das empresas ou instituições na área da comunicação. “Aquilo que se quer hoje é, cada vez mais, a diversidade de saberes na formação. Através das disciplinas opcionais disponibilizadas pelos nossos cursos, a ESCS apresenta-se como uma mais-valia relativamente à concorrência, visto que permite a aplicação prática de conhecimentos”, afirma o Prof. Doutor Jorge Veríssimo, presidente da ESCS.


Uma parceira na comunicação

Tal como tem vindo a acontecer em outras situações, a ESCS é parceira na captação, produção e pós-produção de conteúdos para vários tipos de suportes, nomeadamente vídeo e texto. Na 4ª edição da Futurália, uma equipa de alunos deslocar-se-á a esta feira para servir de apoio à comunicação através de diferentes meios.
“De um modo geral, aquilo que os alunos vão fazer na feira é produção de conteúdos para vários tipos de suportes. Vamos produzir conteúdos para um micro-site da Futurália no Público online e vamos produzir, sobretudo, conteúdos vídeo para o videowall que estará no local onde acontece o evento”, explica o Prof. Doutor André Sendin, vice-presidente da ESCS.
Para o vice-presidente desta instituição, o trabalho que a equipa de alunos vai desenvolver na Futurália “é representativo das várias áreas de formação da escola, talvez tocando mais os cursos de Jornalismo e de Audiovisual e Multimédia, porque a equipa é constituída por editores, operadores de câmara e jornalistas”.


Cursos na área da comunicação

A ESCS possui uma oferta formativa constituída por quatro cursos no primeiro ciclo (Audiovisual e Multimédia, Jornalismo, Publicidade e Marketing e Relações Públicas e Comunicação Empresarial) e quatro cursos no segundo ciclo (Audiovisual e Multimédia, Jornalismo, Gestão Estratégica das Relações Públicas e Publicidade e Marketing).

Para além de esta instituição privilegiar uma formação teórico-prática dos seus alunos, a ESCS possui um conjunto de equipamentos tecnológicos e de multimédia, que possibilitam ao estudante um contacto mais próximo com a sua futura realidade profissional. Aqui há uma aposta numa formação superior de qualidade na área da comunicação. Porque a ESCS acredita que se for apenas mais uma escola, será uma escola a mais.



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