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Quénia está “muito pessimista” quanto a acordo climático em Copenhaga

AFP, 7 de Novembro de 2009

Radinga lembrou que os países africanos pedem a criação de um fundo internacional
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Jornalistas acompanham o discurso do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esta manhã na conferência de Copenhaga. Os líderes mundiais tentam romper o impasse, a escassas horas do encerramento do encontro. Foto: Ints Kalnins/Reuters

Vários países já disseram o que estão dispostos a fazer para combater as alterações climáticas
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O primeiro-ministro queniano, Raila Odinga, disse hoje estar “muito pessimista” quanto às hipóteses de a comunidade internacional chegar a um acordo contra as alterações climáticas no próximo mês em Copenhaga.

“Até hoje, os países desenvolvidos não assumiram nenhum compromisso firme para ajudar os países em vias de desenvolvimento a adaptarem-se aos efeitos das alterações climáticas, uma situação muito preocupante e decepcionante”, disse Odinga numa entrevista à AFP em Nairobi.

A última ronda negocial que terminou ontem em Barcelona deixou muitas incertezas quanto à ambição de um futuro acordo, substituto do Protocolo de Quioto. Aumenta a possibilidade de que o tratado precise de mais um ano para ser negociado.

Odinga lembrou que os países africanos pedem a criação de um fundo internacional, dotado com 200 mil milhões de dólares por ano, para ajudar os países pobres a enfrentar os impactos das alterações climáticas.

O primeiro-ministro queniano qualificou de “bom ponto de partida” a proposta do primeiro-ministro britânico Gordon Brown de dotar um tal fundo com cem mil milhões de euros por ano entre 2013 e 2020. Além disso, felicitou a posição do ministro francês da Ecologia, Jean-Louis Borloo, igualmente favorável ao princípio de um tal fundo.

Aquele que é um dos dirigentes africanos mais envolvidos nas negociações climáticas, manifestou ter esperança de que “o bom senso prevaleça e que seja alcançado um compromisso”.

Quénia quer construir uma central nuclear com a ajuda da França

Raila Odinga disse também que o Quénia quer construir uma central nuclear nos próximos cinco anos. Para isso, conta com a ajuda técnica da França.

"Queremos instalar uma central nuclear, queremos começar com uma central (com uma potência) entre os mil e os dois mil megawatts dentro de cinco anos", contou, quando questionado sobre uma visita no mês passado à França.

"Queremos iniciar a cooperação desde já para começar a formar a equipa que fará a central funcionar. E a França propôs ajudar neste domínio", acrescentou.

Odinga considerou que "o nuclear é uma das opções" que o seu Governo está a estudar para adoptar fontes de energia não emissoras de gases com efeito de estufa. Outras hipóteses são a energia solar e a eólica.

Notícia alterada às 15h04




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