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África vai apresentar posição comum na cimeira climática de Copenhaga

AFP, 18 de Setembro de 2009

O Texas, com 30 milhões de habitantes, polui tanto quanto mil milhões de africanos
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Jornalistas acompanham o discurso do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esta manhã na conferência de Copenhaga. Os líderes mundiais tentam romper o impasse, a escassas horas do encerramento do encontro. Foto: Ints Kalnins/Reuters

Vários países já disseram o que estão dispostos a fazer para combater as alterações climáticas
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A África decidiu que vai apresentar uma posição comum na próxima cimeira climática das Nações Unidas a realizar em Copenhaga em Dezembro, onde vai pedir, antes de mais, “menos injustiça”, disse o presidente da União Africana (UA), Jean Ping.

“Aquilo que esperamos de Copenhaga é menos injustiça e o fim das duas medidas”, declarou Ping em conferência de imprensa ontem à noite.

“Constatamos que a nossa casa comum está ameaçada. Por quem? Por aqueles que poluem de forma imponderada e não querem respeitar os critérios, nomeadamente de Quioto, e que depois se voltam contra nós, com as suas ONG [organizações não governamentais] para nos acusar”, acrescentou.

“Estamos de acordo para salvar o planeta Terra, através da diminuição dos gases com efeito de estufa. Por isso, pensamos que aqueles que não são responsáveis pela poluição merecem ser ajudados. Isso é claro e lógico”.

O tom está dado: a África é o continente que polui menos com apenas 3,8 por cento das emissões mundiais de gases com efeito de estufa, segundo a UA. Além disso, é o primeiro a sentir os impactos das alterações climáticas.

A UA criou uma comissão de negociações para a cimeira de Copenhaga, presidida pelo primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi, e da qual fazem parte dez países. Este grupo deverá defender, pela primeira vez, a uma só voz os interesses dos 53 Estados membros do continente.

Para Meles Zenawi, “a posição da África está reforçada pela justiça da nossa causa (...). A sua lógica é tão evidente que não esperamos que seja rejeitada”. “Seria imoral da parte dos países desenvolvidos”, considerou. “Só o estado do Texas, com 30 milhões de habitantes, polui tanto quanto mil milhões de africanos! A floresta do Gabão absorve quatro vezes as emissões de gases com efeito de estufa da França”, notou.

Meles pretende apresentar como base de negociação “duas páginas” articuladas em redor de dois pontos: a adaptação às alterações climáticas e a atenuação dos seus efeitos.

“Cada país (africano) aceitou abandonar uma parte de soberania para as negociações”, precisou Meles.

Concretamente, África pede ajudas financeiras para financiar a transferência de tecnologia que permita utilizar energias limpas. Quer subvenções para manter as florestas, que contribuem para a absorção dos gases com efeito de estufa, e apoios às zonas mais afectadas “por um ambiente cada vez mais hostil”.

“Para nós, a floresta é um bem precioso. Faz-nos falta para absorver os gases com efeito de estufa mas também para podermos cozinhar e construir habitações. Precisamos de programas para reflorestar e gerir. E para isso é preciso dinheiro”.

Esta posição comum permite à África demarcar-se do grupo dos 77 (G77) países menos desenvolvidos, com agendas que, muitas vezes, são contraditórias.




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