“De que se fala quando se fala de pintura abstracta depois da pintura abstracta? O título parece indicar claramente uma sequência em que duas (ou mais) épocas distintas da pintura ou duas (ou mais) ordens claramente definidas de pensamento pictórico se diferenciam uma da outra. Porém, a segunda época da pintura abstracta demarca-se visivelmente da primeira – a época da pintura abstracta modernista clássica (entre 1913 e 1965) –, que pode ser considerada um capítulo encerrado, resultando da segunda época – de 1958 até aos nossos dias – uma pintura completamente distinta.” (…)
No presente número da Colecção, Johannes Meinhardt propõe numa viagem pela história da pintura abstracta, de 1913 até aos nossos dias, procurando a um tempo dar a conhecer a ruptura que ela representou na história da arte, fazer reconhecer o carácter inovador e outro das propostas surgidas em resposta à ameaça – velha de décadas – da "morte da pintura", percorrer as subsequentes crises e compreender o "ponto zero da pintura", ponto de partida do novo capítulo da história da pintura abstracta iniciado na década de 1960. Profusamente ilustrado com obras de alguns dos maiores nomes da arte abstracta, como Kandinsky, Malevitch, Pollock, Gerhard Richter, entre muitos outros, esta publicação conta ainda com ensaios inéditos em português da autoria de Yve-Alain Bois, Marcia Hafif e Robert Ryman.
Johannes Meinhardt é um teórico alemão, autor de inúmeros livros sobre arte contemporânea, especialmente sobre pintura. É professor na Academia de Belas Artes de Estugarda e de Munique e no Fachhochschule Schwäbisch Hall. Desde 1980 que colabora regularmente com a revista “Kunstforum”. |