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Uma iniciativa do 20º aniversário Público

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  1.  
    • #32

      Gonçalo M. Tavares11-03-2011
    • Sakamura disse: em tempos traíste. Nunca soube porquê. Mas não esqueci. Vais ser incriminado por um assassinato que não cometeste. E ficarás sem entender muito do que te aconteceu. Esta será a minha segunda vingança. A melhor delas, até. Depois, voltaremos a ser amigos, sem dúvida. Até breve.

  2.  
    • #31

      Vitor Costa, Famalicão08-02-2011
    • que o reconheceu. O impacto da revelação fora brutal e demorou alguns segundos a recompor-se. Esfregou os olhos incrédulo e desconfiado. Não pode ser, pensou. Aproximou-se e observou-o. Aquele rosto aquilino, os olhos em forma de amêndoa, o nariz pontiagudo e o mesmo olhar vigilante e indecifrável de sempre. Um nome formou-se na sua mente. Sakamura. Outrora fora o seu melhor amigo até ao dia em que conheceram a mulher que destruiria o juramento feito desde a infância. A amizade cedera lugar à mentira, ao ciúme e à traição.
      Começava agora a encaixar as peças para completar o puzzle do seu rapto. Tudo fazia sentido. A carta, a estranha mensagem, a morte de Ohayou. Estremeceu perante este último pensamento. O seu olhar fulminante apontou para o culpado. Estava frente a frente com o assassino de Ohayou.

  3.  
    • #30

      Patrícia Loureiro, Lisboa26-01-2011
    • Ouviu a porta abrir-se. O som das dobradiças enferrujadas e o ranger do movimento ecoaram pelo espaço. A luz do exterior banhou a entrada recortando figuras por entre os móveis semi desfeitos, filtrada pelo pó de anos de abandono.
      Contra luz viu um homem alto, magro. O estranho ficou à porta piscando os olhos para se habituar à escuridão. Ou seria surpresa por o encontrar ali? Dificilmente se poderia esperar encontrar um lutador de sumo numa casa perdida no sul do Brasil!
      Perguntou-lhe quem era e o que fazia ali num japonês perfeito, mas com algum sotaque.
      Devolveu-lhe a pergunta e aguardou.
      O estranho sorriu, entrou na sala, limpou o tampo de uma cadeira e sentou-se. Em seguida retirou do bolso interior do seu casaco uma garrafinha de metal e bebeu um golo. Depois esticou o braço e ofereceu-lha. Inicialmente, olhou-a, desconfiado, mas depois aceitou a oferta do estranho. Foi então ...

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