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11 Feverreiro 2026 - 17h23
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As descobertas e as ameaças da viagem de Tintim pelo Oriente
Por Ana Filipe Gaspar

O túmulo de Kih-Oskh encerra um mistério que Tintim tenta desvendar. Será que o jovem repórter e Milu vão regressar depois de entrarem no mausoléu do faraó?

Quando Tintim, a bordo de um paquete, examina um mapa e assinala alguns pontos de passagem, desconhece a teia de enigmas e perigos em que se vai envolver. Suez, Aden, Bombaim, Singapura, Hong Kong e Xangai são os destinos previstos para a viagem do repórter belga e do seu fiel companheiro Milu pelo Oriente, mas subitamente os seus planos são alterados.

Inspirado pela maldição do túmulo de Tutankhamon, Hergé escolheu como ponto de partida para Os Charutos do Faraó a descoberta do mausoléu de Kih-Oskh e contou com a intervenção do professor Philémon Ciclone para dar início a uma história repleta de mistério. Cronologicamente, o sábio egiptólogo aparece primeiro do que o professor Girassol nas aventuras de Tintim e, tal como ele, é muito distraído. Ciclone traz consigo um mapa da sepultura do faraó e partilha com o jovem repórter a sua arriscada missão – todos os arqueólogos que partiram para encontrar este túmulo nunca regressaram. De imediato, o símbolo do faraó intriga Tintim e esta é a sua primeira pista para desvendar a intriga.

Em simultâneo, esta aventura é marcada pela primeira aparição de importantes personagens na série. É o caso da célebre dupla Dupond e Dupont, que não pára de perseguir o “criminoso” Tintim. Ingénuos cumpridores da lei, os Dupond(t) caem nas armadilhas que lhes preparam e protagonizam cenas ridículas, sobretudo com os seus disfarces. Outro novo amigo é o comerciante lisboeta Oliveira da Figueira mas, no DVD, assistimos apenas a uma pequena demonstração do seu talento como vendedor. Em Tintim no País do Ouro Negro e Carvão no Porão, Tintim reencontra o simpático português e mais uma vez conta com a sua ajuda.

Contudo, a aventura pelo Egipto, Médio Oriente e Índia não traz apenas bons companheiros. Tintim encontra também os vilões Allan Thompson e Roberto Rastapopoulos envolvidos numa rede de tráfico de ópio. A propósito de Rastapopoulos, o jovem repórter reconhece-o: “O produtor de filmes que enriqueceu num instante.” O bom carácter do herói leva Tintim a confiar no diabólico personagem, apesar de Milu mostrar a sua desconfiança, rosnando. Mas as peripécias não ficam apenas por este episódio e, na próxima semana, O Lótus Azul dá a conhecer a continuação da viagem de Tintim pelo Oriente.