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11 Feverreiro 2026 - 17h26
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Nas Highlands com Tintim
Por Carlos Pessoa

Na aventura de Tintim pelas Highlands, Hergé inspirou-se em cenários e ambientes reais que, 65 anos depois, continuam quase intocados. A matriz de A Ilha Negra é a de uma Escócia distante e romântica, quase permanentemente envolta num manto de chuva fria e brumas. É esta atmosfera que dá a impressão ao leitor, tal como ao turista, de ter atingido um dos últimos recantos do fim do mundo…
Se os passos do viajante tintinófilo o levarem até ao castelo escocês de Eilean Donan, constatará a incrível similitude com as ruínas do castelo de Ben More desenhado por Hergé. Mas não é tudo. O pequeno porto de Portree, capital da ilha de Skye, é um dos locais que inspiraram o criador de Tintim na criação de Kiltloch (associação das palavras kilt - indumentária tradicional da Escócia e loch, lago em escocês). É dali que o herói parte com Milu para proceder às suas investigações no castelo da ilha Negra.
Durante o Verão, uma locomotiva a vapor desloca-se de novo pelos carris que ligam Fort William a Mallaig, atravessando o viaduto de Glenfinnan, nos Highlands. Mallaig, términus da linha de Glasgow, é um porto de mar de onde pode embarcar-se para a ilha de Skye. As carruagens vermelhas com decoração interior em tons de amarelo são exactamente iguais às do Flying Scotsman, comboio do Norte desenhado por Bob de Moor, colaborador regular de Hergé, durante os trabalhos de campo que precederam a elaboração da nova versão de A Ilha Negra, datada de 1966. Aliás, esta é a história mais ferroviária de Tintim, que utiliza três comboios diferentes na perseguição que faz aos falsários.