O jornalismo no cinema no Boletim PÚBLICO na Escola de Setembro
O jornalismo no cinema é um dos temas em destaque no Boletim
PÚBLICO na Escola de Setembro, que, uma vez mais, inclui diversas
recomendações dirigidas a todos os alunos e professores que, neste início
de ano lectivo, queiram fazer um jornal escolar.
O modo como o jornalismo se associou desde muito cedo ao cinema: quer
como tema quer absorvendo a figura do jornalista como personagem
fabricador de mitos é um dos aspectos focados por Sérgio C. Andrade. O
jornalista do PÚBLICO recorda como tudo começou em França, com os
irmãos Lumière, depressa passando para os Estados Unidos da América,
onde o jornalista surge no grande ecrã a encarnar, umas vezes, a figura do
herói, outras, a de simples homem comum, à procura de viver a sua
“vidinha”.
Sérgio C. Andrade encarrega-se ainda de apresentar os jornalistas que
surgem na História do Cinema Português. Além de incluir uma lista com os
filmes de culto sobre o tema dos media, o Boletim relembra a história de
Katharina Blum, a personagem central de A Honra Perdida de Katharina Blum , um romance de Heinrich Böll, adaptado ao cinema pelo realizador
Wolker Schlöndorff, que descreve o modo como “certas práticas
jornalísticas” são capazes de destruir a vida de uma pessoa.
Cumprindo aquela que tem sido uma das missões centrais do Projecto
PÚBLICO na Escola, o Boletim apresenta um conjunto de recomendações
para facilitar a tarefa dos alunos e professores que, pela primeira vez ou
uma vez mais, se envolverão na aventura de fazer um jornal escolar.
Margarida Moreira, directora Regional de Educação do Norte, sublinha a
enorme importância que a produção de jornais escolares tem no processo
de ensino-aprendizagem. “Assumindo-se como ponto de encontro de várias
culturas, espaço de diálogo, de debate e de crítica, o jornal escolar institui-se como instrumento de inquietação e reflexão individual e colectiva
obedecendo ao primado da qualidade e da irreverência, promovendo
inclusão e o sucesso escolar”, afirma Margarida Moreira.
A relevância educativa dos jornais escolares justifica, aliás, que, no âmbito
de uma parceria entre a Direcção Regional de Educação do Norte e o
Projecto PÚBLICO na Escola, se inicie, no final de Setembro, no Porto, a
realização de diversas sessões de formação, que visam incentivar o
surgimento de novas publicações escolares e aperfeiçoar as já existentes.
Aproveitando a experiência dos profissionais do PÚBLICO, Sandra Silva
Costa, editora; Andréia Azevedo Soares, jornalista; e João Almeida,
gráfico, o Boletim inclui diversos textos que dão conta do que importa não
esquecer quando se faz um jornal escolar. Como se edita um jornal, como
se faz um título, como se redige uma notícia e que cuidados se devem ter
com o grafismo são alguns dos temas abordados.
É necessário que os jornais escolares levem mais frequentemente a Ciência
para as suas páginas, sustenta Rosário Oliveira, do Ciência Viva, nas
páginas do Boletim. “Com tantas questões que se nos colocam, e para as
quais se espera uma resposta da Ciência, a inclusão de temáticas de Ciência
no jornal de escola está à partida justificada”, afirma Rosário Oliveira, que
pergunta: “A questão que se coloca não será: ‘Porquê a Ciência nos jornais
escolares?’, mas antes: ‘Por que motivo não está a Ciência presente no
jornal escolar?’. O artigo lembra alguns bons pretextos para que a Ciência
tenha uma presença mais assídua e destacada nas publicações das escolas.
Como todos os meses sucede, a publicação mensal do Projecto PÚBLICO na Escola dá voz ao trabalho dos estabelecimentos de ensino na área da
comunicação social. Neste número, destaca-se o jornal Pontos nos ii, da
Escola EB 2,3 da Venda do Pinheiro.
O Boletim PÚBLICO na Escola pode ser assinado anualmente. Para tal,é apenas necessário remeter um cheque ao PÚBLICO Comunicação Social,
SA, no valor de 12,50 euros, para o endereço PÚBLICO na Escola,
Remessa Livre n.º 11153 — EC Picoas, 1059-960 Lisboa. Qualquer
esclarecimento suplementar pode ser obtido através do telefone 808200095
(linha azul).
Eduardo Jorge Madureira
|