Colecção ABCedário - Aos Domingos por 4,90 € + jornal
 
 

 

O Perfume
Série Arte de Viver
 

    

 

Com a qualidade e prestígio a que as edições Flammarion nos habituaram, o PÚBLICO iniciou a 16 de Março uma pequena enciclopédia organizada de forma alfabética, antecedida por uma introdução de 20 páginas. Páginas duplas para os temas mais importantes e essenciais à compreensão do tema, pequenas notas para os assuntos mais técnicos ou anedóticos: no “ABCedário do Renascimento Italiano”, o segundo livro da série, fala-se de Donatello a Miguel Ângelo, de Maquiavel a Leonardo, de Piero della Francesca a Boticelli, figuras de um movimento que mudou a arte e a ciência e se iniciou, simbolicamente, em 1401 em Florença. A aproximação a cada tema, com um grafismo elegante e explorando fortemente a iconografia, faz-se sempre de modo triplo: científica, prática e cultural. Um asterisco assinala as remissões, conduzindo o leitor de entrada em entrada. A colecção é escrita por especialista reputados — historiadores de arte e da literatura, conservadores de museu, arqueólogos, astrofísicos, geógrafos, etnobotânicos, etc. — que asseguram a qualidade e o rigor dos textos. Uma cronologia, um índice e uma bibliografia seleccionada completam o livro, cujo tamanho permite também a sua utilização como guia num passeio ou em viagem.
Os livros estarão nas bancas a partir de sábado e poderão ser comprados com qualquer edição seguinte do jornal a 4,9 € jornal.

 

ABCedário do Prefume
O roubo dos cheiros

Foi na Antiguidade que o Homem aprendeu a roubar odores. Começou a roubá-los às flores, às plantas, aos animais. Por razões medicinais, por prazer, para chamar a atenção, para seduzir. Cleópatra foi ao encontro de Marco António num barco de casco de madeira de cedro e velas impregnadas em essência de jasmim. O uso do perfume remonta, pelo menos, à Antiguidade. Há documentos que falam nos meios de produção: a maceração, a trituração, a prensagem, a cozedura, a impregnação e a filtragem. No século VI, os coríntios começaram a comercialização sistemática do perfume em frascos de terracota ornamentados. A rota dos odores começava e, com ela, a procura de novas fórmulas para esta fonte de prazer. A descoberta do álcool, no século VIII, permitiu a primeria revolução do perfume. Algum tempo depois surge no mercado a Água da Rainha da Hungria, um alcoolato de rosmaninho e essência de terebintina. Tinha fama de curar todos os males e restituir a beleza perdida. O aperfeiçoamento do alambique aumentou o número de óleos essenciais extraídos por destilação, e durante alguns séculos o perfume estagnou. Só depois da I Guerra Mundial a perfumar volta a conhecer outra revolução, a mais importante. Em 1921, a francesa Coco Chanel lança o Chanel nº 5, que rapidamente ultrapassa o estatuto de perfume. Torna-se o símbolo de um estilo de vida, de um conceito de elegância. Perfumaria e alta costura fundiram-se depois do Chanel nº 5. E, hoje, há quem considere que os perfumes são os motores das casas de alta costura. Os mais puristas dizem que a necessidade de lucro desvirtuou um princípio básico da perfumaria: a criação de uma obra de arte. Hoje, o perfume é construído assim: primeiro, concebe-se uma imagem, só depois o perfumista recebe a encomenda de fazer um perfume com características definidas. É por isso que o mercado está impregnado de perfumes de curta duração, de frascos cujas formas desaparecem muito depressa das prateleiras das lojas, e que é raro aparecer um novo clássico no mercado. O que não é necessariamente mau. Assim, pelo menos, são maiores as probabilidades de cada um encontrar o perfume adequado. É que são tão diferentes os gostos olfativos dos seres humanos: os esquimós, por exemplo, gostam de untar o corpo com gordura de foca; os japoneses são tão alérgicos ao seu próprio cheiro que batem recordes de vendas de desodorizantes.

 

Sabia que...
 

- A forma da primeira garrafa de Coca-Cola é inspirada na forma do "criollo", o fruto de um dos tipos de cacaueiro.

- A maior maqueta de chocolate até hoje construída foi a de cidade olímpica de Barcelona, em 1985. Pesava duas toneladas e tinha dez metros de comprido.

- Em 1569, o Papa Pio V, autorizou que o cacau fosse usado como bebida para suportar os jejuns.

- O chocolate preto faz diminuir o colestrol total e aumentar o colestrol HDL, que evita o depósito de gordura nas artérias.

- A imagem publicitária mais forte associada à indústria do chocolate é a vaca lilás da "tablette" Milka, da Suchard.

- A Costa do Marfim é o primeiro produtor mundial de cacau, mas os países produtores são fracos consumidores. Os cacaueiros dão frutos, cabossas, durante todo o ano.

- Guardar chocolate no frigorífico corta o brilho e mata o sabor.


 
 

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