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Três em cada cinco casas pré-2009 têm baixa eficiência energética

Ricardo Garcia, 18 de Novembro de 2009

Edifícios usados têm obrigatoriamente de ter certificado energético sempre que sejam arrendados ou vendidos
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Três em cada cinco edifícios construídos em Portugal antes de 2009 e que já obtiveram certificação energética estão abaixo do nível mínimo de eficiência que é exigido às casas novas. Melhorar este quadro implica um investimento total de 500 milhões de euros, recuperável no entanto em oito anos.

Estes dados constam de um estudo hoje apresentado em Oeiras, realizado a partir de dados da Agência Portuguesa de Energia (Adene).

A certificação energética é obrigatória para todos os edifícios novos desde Julho de 2008. Nenhum pode ter classe de eficiência inferior a B-, numa escala de A+ (mais eficiente) a G (menos eficiente) – semelhante à dos electrodomésticos. Desde Janeiro passado, o documento de certificação passou a ser obrigatório também a todas as habitações e edifícios comerciais já existentes, sempre que sejam vendidos ou arrendados.

Dos cerca de 80 mil certificados já emitidos desde então, cerca de 40 por cento classificam as casas com classe igual ou superior a B-. Os demais 60 por cento estão em classes inferiores, o que significa que consomem energia em excesso.

No estudo, três alunos de pós-graduação da Manchester Business School, no Reino Unido, coordenados pelo investigador português Rui Vinhas da Silva, olharam em mais detalhe para a base de dados da Adene e concluíram que as casas mais antigas são as mais ineficientes – em especial as construídas entre 1970 e 1990. Só entre as que foram construídas a partir de 2000 é que há percentagens expressivas de habitações mais eficientes (classe B- ou superior).

Os certificados energéticos fazem um retrato dos consumos nas habitações, propondo recomendações do que pode ser melhorado. Se todas fossem adoptadas, cerca de 87 por cento das casas usadas já certificadas atingiriam níveis satisfatórios de eficiência energética.

Vinhas da Silva disse ao PÚBLICO que isto representaria um investimento de cerca de 500 milhões de euros – correspondente à soma do que cada proprietário teria de gastar em medidas como painéis solares, vidros duplos ou isolamentos. Mas, se 80 por cento das habitações adoptassem as medidas de melhoria, haveria uma poupança na factura energética da ordem de 65 milhões de euros por ano, o que implica a recuperação do investimento em oito anos. “Depois, seriam mais 12 anos de poupança”, afirma o investigador.

O estudo faz ainda uma análise das diferentes medidas. Segundo Vinhas da Silva, duas merecem atenção particular: a instalação de painéis solares e o bom isolamento das habitações. São medidas de grande efeito na eficiência energética, mas que esbarram muitas vezes na inércia dos proprietários em adoptá-las. “Há uma barreira psicológica”, diz Vinhas da Silva.




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