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Clima: Davos quer 400 mil milhões de euros para salvar o planeta

PÚBLICO, 30 de Janeiro de 2009

O Fórum conta com a participação de 2500 pessoas
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Jornalistas acompanham o discurso do Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esta manhã na conferência de Copenhaga. Os líderes mundiais tentam romper o impasse, a escassas horas do encerramento do encontro. Foto: Ints Kalnins/Reuters

Vários países já disseram o que estão dispostos a fazer para combater as alterações climáticas
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Para poupar o planeta de um aquecimento insustentável será necessário investir 515 mil milhões de dólares (cerca de 393 mil milhões de euros) por ano até 2030 em “tecnologias limpas”, defende um relatório apresentado ontem pelos organizadores do Fórum Económico Mundial, em Davos.

O relatório “Green Investing: Towards a Clean Energy Infrastructure” revela a escala dos investimentos necessários para fazer a transição de uma economia assente nos combustíveis fósseis para uma “zero emissões”. Só assim se conseguirá manter o aumento da temperatura nos 2ºC. As palavras-chave que entram na fórmula de sucesso são eficiência energética, redes de distribuição eficientes, armazenamento de energia e captura e armazenamento de carbono. Além de uma aposta nas energias eólica, solar e geotérmica e na segunda geração de biocombustíveis.

Será preciso “um enorme investimento em infra-estruturas energéticas para responder às duas ameaças da insegurança energética e das alterações climáticas”, comentam os autores do relatório, Max von Bismarck e Anuradha Gurung (Fórum Económico Mundial) e Michael Liebreich (New Energy Finance). “À luz da crise financeira global, é crucial que cada dólar seja gasto para criar uma economia sustentável de baixo carbono”, acrescentam.

A boa notícia é que já há caminho percorrido. Dos 30 mil milhões de dólares investidos em “energias limpas” em 2004 passámos para os 140 mil milhões em 2008. Além de ter aumento, o investimento também se propagou geograficamente, nomeadamente aos países em desenvolvimento.

Um grupo de políticos e empresários – entre eles Yvo de Boer, secretário-geral da Convenção da ONU para as alterações climáticas e Nicholas Stern - assinaram ontem uma declaração que apela ao reforço da ligação entre as agendas da economia e do clima durante 2009. O documento sugere que seja usado algum dinheiro disponibilizado pelos pacotes de estímulos fiscais para investir em actividades que possam criar postos de trabalho e criar opções “zero emissões”.

Esta “oportunidade diplomática” será crucial para a ronda de negociações climáticas que termina na conferência de Copenhaga, no final do ano. Dela deverá sair o sucessor do Protocolo de Quioto, que expira em 2012.

Também a Comissão Europeia apresentou, esta semana, as suas estimativas climáticas. Bruxelas entende ser necessário um investimento mundial de 175 mil milhões de euros anuais, em 2020, para reduzir as emissões poluentes.

Nos cinco dias do Fórum Económico Mundial em Davos (28 de Janeiro a 1 de Fevereiro) participam 2500 pessoas de 96 países.




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